O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




quinta-feira, 11 de março de 2010

A Poesia Levada ao Ápice


E o poeta sôfrego amava,
Não no sentido espiritual
Falo no sentido carnal
O amor da carne


O poeta fazia sexo com a mulher amada
Agora sim creio ficou claro
Eis o sentido da intenção com que falo
Explicito para não enganarem-se quanto ao lado


Mas o poeta fez uma pausa inusitada
Era justamente o ápice do ato
O momento tântrico


A amada ficou perplexa
Papel e pena apanhados do criado
“Não posso perder esta frase, imortal amada”.


Obs. Este soneto fora Inspirado no poema do poema de Pessoa, ou na pessoa do poema do poema de Pessoa (sorrio); foto ilustrativa do Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão.


 Jefhcardozo

6 comentários:

Cris disse...

Essa inspiração foi umas das mais belas até hoje... Linda mesmo! Abraços

Joicinha disse...

Uauuuu adorei

Parabéns

Ianê Mello disse...

LIndo poema, Jefh.

Você está inspirado...rsrsrs

Que bom pra nós...


Beijos.

Joe_Brazuca disse...

excelente, Poeta !

Cria disse...

Impecável, poeta ! Beijo.

jefhcardoso disse...

Obrigado Cris, Joicinha, Ianê, Joe e Cria! Seus comentários são alimento para os meus sonhos. Um forte abraço para vocês e parabéns pelo show de simpatia!

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