O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um Pouco de Ti...
















Um dia eu existi
em tua mente
e em teu coração.

quando me deixou
pensei que morreria
tamanha foi minha dor...

Mas sobrevivi...

E ainda hoje
No meu coração
Um pouco de ti
Bate suavemente em mim...




Maria Bonfá




Tu, qual folha ao vento,
Fugiste de mim.
E eu, entre fome e dores,
Sofrendo, te perdi.
.
Inclino-me sobre o tempo
À procura de ti.
Delgada linha que, como a lua,
Carregas no cintura
O amor que perdi.
.
E se me brota a esperança
Diminuta e nua,
Vem logo gritos da rua,
Dizendo-me que não chegarás a mim.
.
Tu, que em mim ficaste,
Alojado e sereno,
A me perseguir.
Tu... parte, quase inteira, de mim.


Lice Soares



Tiraste de mim
todo sangue
deixaste em mim
toda dor
de febre estanque
e torpor
Cantaste a mim
todo réquiem
sonoro lamento
em dó perpétuo maior
visceral tormento
pingente suor
puro elemento
perto de mim
longe de ti
meu atroz
teu algoz
sofrimento...


Joe Brazuca




Quantos homens eu amei
Por quantos eu fui amada?
Recordações que ficaram
Aprendizados de vida
Com cada qual fui feliz
Com cada qual também sofri
Hoje, o que guardo em mim
são boas e más lembranças
Algumas mais nítidas, outras nem tanto
Fotografias, cartões,
alguns ainda os tenho
É meu passado, minha vida
Não me envergonho do que vivi
O que me tornou o que hoje sou
Mais experiente, mais vivida
Não tão sonhadora e romântica
Sei separar a realidade do sonho
Não que isso me torne exatamente imune
pois sou apenas humana
Apenas sei me resguardar melhor às ilusões...




Ianê Mello






Diálogo Poético - Colaboradores: Maria Bonfa, Lice Soares, Joe Brazuca. Ianê Mello



Um comentário:

jefhcardoso disse...

Sublime amor que resiste a dor, e faz do desamparo uma forma de brando carinho, Maria Bonfá.
Lice Soares, o que o tempo levou também faz parte do que somos hoje.
Meninas, parabéns pelo dialogo em poesia!
Abraço: Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com .

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