O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




terça-feira, 12 de outubro de 2010

É urgente



E tempo
É o que nós não temos.
Somos um segundo
No universo da existência.
Uma luz fugaz
Nesse buraco negro
Onde tudo termina.
Por tudo isto
É urgente
Que as palavras
Se tornem carne.
E a carne
Se torne prazer.


Bravo





Não fales do tempo que resta...
Fala-me de ti...
Sabe de mim...
Beija-me, ama-me, deseja-me....
Não quero estar presa aos ponteiros do relógio; não se quero se tens apenas 10 minutos...
Quero memorizar todos os detalhes desses 10 minutos...
E saborear cada beijo, cada carícia, cada gemido 100 vezes a multiplicar por milhões e milhões de minutos...





Marta


Minha Urgência

Urgente em mim
É um ser demente
Que fingi existência
Pois isso é resistência
Ao que não alcança
E faz em si falência
Perde a luz e esperança
Deixa passar uma ausência
Do esperado o ser alado
Anjo delgado cheio de curvas
E que nas nuvens tem olhar
Para eu aqui voltar ao prazer
De viver com a esperança
E saber que um dia se alcança
Mas na urgência vem a demência
E eu fico sem audiência

Ulisses Reis®

5 comentários:

Marta disse...

Não fales do tempo que resta...
Fala-me de ti...
Sabe de mim...
Beija-me, ama-me, deseja-me....
Não quero estar presa aos ponteiros do relógio; não se quero se tens apenas 10 minutos...
Quero memorizar todos os detalhes desses 10 minutos...
E saborear cada beijo, cada carícia, cada gemido 100 vezes a multiplicar por milhões e milhões de minutos...

Beijos e abraços
Marta

Cria disse...

Texto de rara beleza, parabéns !!

KrystalDiVerso disse...

O Tempo resiste à palavra que se reescreve continuamente, ensaiando reinvenções que justifiquem o medo de uma vida efémera, no entanto, essa resistência é aparente; a palavra mostra-se mais forte e mesmo que o verbo não reencarne, assume condições de metamorfose, na gradação da luz!... Cerrar as pálpebras não significa deixar de ver e até os fosfenos se atrevem em bailados de Luz que os outros não poderão ver!... Cada olho fechado tem seus próprios fosfenos!...
O tempo é um pano de fundo onde rasgamos tentações e as remendamos com Palavras incólumes ao erro!... Mesmo que mal escritas e não pontuadas! Como pormenor de menor importância ou importância alguma, que o Prazer sabe interpretar como a mais aprazível sensação que o Tempo pode oferecer!... E as Palavras continuarão a iluminar o Tempo que nos resta!



Escolham entre... beijos e abraços

Ianê Mello disse...

Parabéns pelos textos, Bravo e Marta.

Beijos.

Ianê Mello disse...

KrystalDiVerso

Belo comentário.
"O tempo é um pano de fundo onde rasgamos tentações e as remendamos com Palavras incólumes ao erro!..."

Sábias palavras.

Seja bem vindo.

Um abraço.

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