Há dias que no céu me vejo, sou passarinho sem ninho. Voar é apenas desejo,... Ícaro a tentar sozinho. Delírios de homem alado, em um sonho proibido. Finco meus pés ao chão, e voar já não consigo. Cai a chuva a lavar minh´alma, solidão é já partida. A noite traz a lua alva, renasce o sol,.. renovada Vida!!!
E tempo
É o que nós não temos.
Somos um segundo
No universo da existência.
Uma luz fugaz
Nesse buraco negro
Onde tudo termina.
Por tudo isto
É urgente
Que as palavras
Se tornem carne.
E a carne
Se torne prazer.
Bravo
Não fales do tempo que resta...
Fala-me de ti...
Sabe de mim...
Beija-me, ama-me, deseja-me....
Não quero estar presa aos ponteiros do relógio; não se quero se tens apenas 10 minutos...
Quero memorizar todos os detalhes desses 10 minutos...
E saborear cada beijo, cada carícia, cada gemido 100 vezes a multiplicar por milhões e milhões de minutos...
Gostaria de poder chorar
e em minhas lágrimas derramar
todo o pranto
em meu peito congelado
em momentos de espanto. ...........................................
Ianê Mello
Não Chores
Quando passamos pela noite fria,
E o gelo cai sobre a nossa morada;
Precisamos vicejar a alvorada,
No entanto a dor ainda nos alicia...
Amor, esqueça a passagem sombria;
Deste mundo não levaremos nada!
Olvida aquela hora mal amada.
— Tu és forte p’ra vencer a ventania!
Quando o coração estiver palpitando;
Contempla uma rosa feliz se abrindo,
E, lento, o perfume se revelando...
Verás o lado da vida, que é lindo!
Esquecerás o passado, — Cantando!
Seguirás o teu caminho, — Sorrindo!...
Machado de Carlos
Publicado no Recanto das Letras
Festejar
Derramar só teu bálsamo
Nada de lagrimas por um falso
Deixe-as para alegria que vira
Sim estamos no outono
Frio e vinho vá degustar
Que a verdade das uvas
Baco de ajude a esquentar
E assim teu sorriso e brilho
Quero mais é ver espantar
E com teus olhos espargir
O teu carinho difundir
Não, não vais chorar
Vai sim levantar teu olhar
E festejar
Ulisses Reis®
Deleite
Deslizantes águas do rio
Escapolem aos olhos meus
E seguem sem deixar rastros.
Tal qual o vento que passa
E dialeticamente ultrapassa
As cinzas das horas mortas.
Assim sou eu em teus braços
Esqueço a dor e o fracasso...
Teus seios me abrem portas.
Jairo Cerqueira
Tenho que chorar...
Expulsar esta dor...
ter paz no pensamento....
Deixem, deixem que chore....
Não me torturem.....
Não, não me digam nada...
Apenas deixem que eu grite....
Depois, talvez aceite esse abraço e chore baixinho no teu ombro....
Marta
Diálogo Poético - Colaboradores : Ianê Mello (imagem e poema) , Machado de Carlos, Ulisses Reis, Jairo Cerqueira, Marta
Escrevo porque transbordo
como se as palavras começassem a escorrer de mim
pelas minhas pernas...
Uma secreção que não cessa
abundante e fluida
límpida;
parece seiva elaborada que desce pelo caule
para nutrir folhas e galhos
Ou clara de ovo em brasa
quente,
como se jorrasse do centro da Terra
Para acender essa energia vital
e abastecer de chamas
o fogo da minha essência.
Mais um poema do livro PESSOAS E ESQUINAS.
Prazer G.
Minha bela, quente e doce Vênus: Voei!... Visão genial!... Pousei em teu corpo!... — Animal eu sou!... Devorei teus lábios Pintei tua aquarela com tintas íntimas...
Quimeras!... Uma lubrificação intensa! Misturas de corpos... etc, etc e tal Estímulos freqüentes, prazer genial Oh escondida! libertei-te ao vê-la!...
Sim, sim, sim... Tu és meu mundo, menina! Mergulho neste clímax... profundo... — Fora tabus! — Que viagem gostosa!
... num monólogo acaricio tua rosa; tua ilha; na base, na haste e na coroa !... Incríveis momentos de maravilhas!...
Machado de Carlos
Invictus
Comigo o sol nunca se põem
Pois sou irmão de luz
Trago dentro de mim todo calor
De um ser que é iluminado
Pois pense e cria
Juntando palavras a fio
Para que teu dia nunca seja frio
Trago carinho para aquecer
Nunca de ti vou esquecer
E a luz para teu caminho
Não vai se perder
Se de eu precisar, faço ferver
Teu sangue com caricias
Tua temperatura vai erguer
E tua libido terá prazer
Eu sol vim te ver
Ulisses Reis®
Diálogo Poético - Colaborador: Machado de Carlos, Ulisses Reis®
Ah, e se meus portões forem abertos, E se essa ânsia estender-se ao máximo, E se depois ele sair do seu esconderijo, E se me tomar onde separo meus vãos, E se me subir à cabeça e eu mais descer, E se assim eu mais permitir de me perder, E se não houver tempo de mais respirar, E se explodir o chão perto de mim, E se todas as palavras caírem para dentro, E se tudo que guardo for embora junto, E se nessa aventura de juntarmos um, E se for tão rapidamente que se apague, E se minhas frases não tiverem força, E se depois um nada me tomar a mão... E se você não aparece eu invento tudo E se há não matéria nesse meu delírio Há somente noite, dedos e segredos, E silêncio.