O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




terça-feira, 7 de setembro de 2010

O SOMBRERO


Dispo-Me
desta tua Pele
que Me arruína
Faz o indulgente
indigente
A Morte anuncia
Promessa de Vida não Cumprida
A Fantasia se rasga
em Milhões de rodopios
Cadafalso
esmaga o Verso
Morre de Asfixia
Hoje não te Mereço
Entrego-te sem colocar preço
O Delírio
tornou-se por demais Sombrio
Restou-me pouco Sol
para o largo Sombrero.


Lou Albergaria



Escondi os olhos, mas não o corpo.
Provoco-te o corpo, mas não deixo que me vejas a alma.
Se te desprezo, se te odeio....
terás que me tirar o Sombrero e olhar-me na alma....
A pergunta é simples, é banal, pode ser mesmo um cliché:
saberá a tua alma reconhecer a minha???
 
 
 
Marta

8 comentários:

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

poema de entrega e voluntária servidão em carne e espírito

Ianê Mello disse...

Muito lindo o poema, Lou.

Sempre bela sua participação nos diálogos.

Bjs.

Lou Albergaria disse...

Obrigada, Ianê, pelo carinho!!!

Agora "voluntária servidão"?! Não concordo. Não consegui fazer essa leitura.

Beijos a todos!!!

Jairo Cerqueira disse...

O que dizer desse texto, onde a falta de caráter enfraquece o contexto?
Vou arriscar: É um exorcismo sem uma só gota de água benta.
Bjs.

Lou Albergaria disse...

"Falta de caráter"?!!! :(

Socorro...

BOM DIA A TODOS!

Jairo Cerqueira disse...

Oi, Lu!
Falha nossaaaaaaaaa...
A falta de caráter fica por conta da minha interpretação sobre o texto. Esqueci de enriquecer o comentário.
Um beijo!!!

Marta disse...

Escondi os olhos, mas não o corpo.
Provoco-te o corpo, mas não deixo que me vejas a alma.
Se te desprezo, se te odeio....
terás que me tirar o Sombrero e olhar-me na alma....
A pergunta é simples, é banal, pode ser mesmo um cliché:
saberá a tua alma reconhecer a minha???

Beijos e abraços
Marta

Lou Albergaria disse...

Fabuloso, Marta!!!

Amei seu poema! Casou direitinho com o meu! Era exatamente dessa forma que estava me sentindo...

BEIJÃO!!!

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