O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ainda te Amo...










Ainda te amo
Preciso confessar...
O tempo passou,
mas nada em mim mudou.


Vesti uma armadura
e fingi para mim mesma
que eu havia te esquecido
mas hoje desabei e tive que dizer
que ainda amo você...


As nossas noites ardentes,
as madrugadas envolventes
e o amanhecer contigo...
Ah! Meu amor!
Como te esquecer
se ainda está vivo em mim?...


Ainda te desejo, quero seu beijo
e seu corpo em mim...
Calo minha voz, mas meu
coração grita seu nome,
quanta saudade...
Saudade de ti!...


Maria Bonfá



O silêncio a preencher a sala vazia,
cheia de palavras presas na garganta.
A boca seca, emudecida pelo medo.
Sentimentos encarcerados dentro do peito.


Os olhos embaçados fitos no chão escuro.
As mãos sobre o colo tricotam imaginariamente o ar.
Por que calar as palavras tão sentidas?
Por que aprisionar os sentimentos?
Por que não olhar nos olhos do outro alguém?
Por que com as mãos não se tocar num abraço?


O amor permeia esses corpos
rígidos em sua própria dor,
tementes da entrega que cura.
Esse mesmo amor que um dia
enlaçou seus corpos como um só
fazendo-os sorrir de alegria e prazer.


Quando exatamente se perderam um do outro
e se acostumaram com o silêncio que se instala
entregando-se à essa inércia que devora?
Quando seus olhos deixaram de se olhar com ternura
e seus lábios não mais se tocaram?
Quando seus corpos tremeram de frio na cama vazia e sem amor?



Ianê Mello
.


Para te recordar, fui passear nas margens do “nosso” rio.
Porém, a paz que me trouxe a este lugar, já não a encontro. Como gosto deste sitio tão verde. Tão teu e meu!
Na água que corre apressada, vejo a tua imagem plena de luz. Também escuto as tuas palavras que sempre me seduziram e que agora voltam, reflectidas por um eco bem distante. Aqui, as flores ainda têm o mesmo cheiro silvestre. Os pássaros ainda cantam a melodia que te fazia adormecer no meu colo. Ainda sinto aquela cumplicidade, trocada entre um beijo e um abraço, um sorriso, um olhar, uma carícia…
Achei que, aqui, seria o local ideal para te esquecer. Como me enganei!
Ainda oiço o silêncio das coisas passadas, como quando tu perguntavas com um receio que nunca entendi:
- Que horas são meu amor?
.
Albino Santos


Diálogo Poético - Colaboradores: Maria Bonfá, Ianê Mello, Albino Santos

5 comentários:

Sandra Botelho disse...

É amiga o verdadeiro amor nunca morre, pode adormecer, mas um dia acorda e dói...
Bjos meus
Afagos na alma

DESASSOSSEGADA disse...

Passando para retribuir a visita e agradecer o comentario.

Adorei o blog.

bjos

Juliana Lira disse...

O amor é isso um eterno querer esquecer...Mas a memória do amor não falha!

Milhões de beijos

Ianê Mello disse...

Juliana,

é verdade.

Obrigada péla visita.

Grande beijo.

Ianê Mello disse...

Albino,

que coisa linda essa sua prosa, repleta em poesia e lirismo.

Parabéns,amigo.

Grande beijo.

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