O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




quinta-feira, 15 de abril de 2010

Dentro da minha mente.




 
no hall da mansão
penso que posso viver minha vida
em corpo e alma
passo por horas em vão
quem sou eu?nem eu mais sei dizer
tanto se faz
e nada se fez
sacrilégio então
meu mestre abotoou o blusão
bem em frente aquela multidão
que diferença faz agora
que ele já morreu
pense só essa sua vida
na varanda ,passando
e essa é sua póstuma vida vivida
sem emoção
e poucas coisas são como antes
só talvez o sangue
que corre ladeira a baixo.


Mateus Luciano




"Diálogo Poético" - Colaboradores: Mateus Luciano

3 comentários:

Lice Soares disse...

Belo texto.Trabalhas bem com as imagens nele contidas.Parabéns.

Zélia Guardiano disse...

Gosto tanto da sua forma de escrever! Tudo flui tão naturalmente! Uma beleza...
Poema lindo!
Parabéns!
Abraço

Ianê Mello disse...

Parabéns, Mateus!

Belo poema.


Bjs.

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