O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Utopia


A águia pousou
No topo do mundo
Olhou em torno
E viu que tudo
Tudo estava muito bom

Flores achavam um jeito
De florescer
Homens
Um jeito de convencer
Justiça
Um jeito de vencer

E tudo bem conduzido
Nas duas rodas da vida
Nas duas rodas polidas
Sabedoria e amor

Tudo muito brilhante
Cor
Neon!


Zélia Guardiano


Com a sabedoria de águia
Invejou as aves com espaço restrito
Voos não tão altos, nem olhos tão aguçados
sentiu-se invejada, quis ser João de Barro
Fazer guarida, do barro que fez a vida
concluiu que liberdade, não é a altura
que o voo alcança, mas a liberdade está na mesma linha
paralela da esperança, do amor e do aconchego
Sentiu-se sábia, sem abrigo, sem sossego
Utopia de mais um dos desejos.



Mirze Souza







Diálogo Poético - Colaboradores: Zélia Guardiano, Mirze Souza

3 comentários:

Amante del Delirio disse...

Oh... Sabiduría y amor!
Cuando subo la cuesta y me poso a mirarte...
Casi me parecen la misma palabra...

Lice Soares disse...

Que assim seja!
Bjs.Parabéns pelo belo poema.

Ianê Mello disse...

Bonito poema.

Beijos.

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