O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cão de rua









Cachorro perdido
Velho e fedido
Ela afaga
Gosta de bicho
Olha e desolha
Fica e namora
Cão de rua
Sem casa e amor
Faz do lixo sabor
Sem dono nem casa
Fica de cá pra lá
Lambendo a língua
Quer comida
Carinho de alguém
Orelha em pé
Cachorro de fé

Ulisses Reis®



2 comentários:

Solange disse...

fiquei com dó desse cachorro..
adorei!!
bjs.

Ianê Mello disse...

Singelo poema. Gostei.
Me lembrei muito dos cachorrinhos
que ficam abandonados pelas ruas.
Tenho muita pena, pois adoro animais.

Bjs.

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