O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




domingo, 3 de julho de 2011

Poeta





Amigo, sois poeta?
Dizei-me, então, vós:  o que se passa no coração do vosso tempo?
E o que sentis o vosso coração, diante do grito calado e do silêncio que grita?
Que sentis, ante o aceno da Natureza que clama, da criança que chora, dos animais que gemem?
Que sentis a vossa alma, ante o choro dos passantes e o riso dos que ficam?
Dizei-me vós, por favor,dizei-me e acalmai o meu coração aflito,
eterno buscador de palavras e de respostas, no caminhar dos tempos.




Otelice Soares

6 comentários:

Alê disse...

Apreciar poesia não é ser poeta - meu caso,

Mas já é um caminho, espero

Lou Albergaria disse...

Otelice,

belíssimo poema! instigante e provocador de reflexões.

só creio nessa poesia.

Beijos!


Uma excelente semana a todos!

Ianê Mello disse...

Querida amiga fico feliz em ler seu lindo poema aqui. Volte sempre.
Não suma.


Beijinhos.

Insana disse...

Muito belo

bjs Insana

Luciana Marinho disse...

belo e tocante questionar sobre a morte da poesia que abraça, comunga, chora seu tempo e é irredutível quando defende a Vida... poesia que, por vezes, principia a sua morte no mais profundo de nós.

um abraço!

Nathy Costa disse...

http://paraneura.blogspot.com/
meu blog por favor leia e veja se gosta! obrigada o seu é otimo fiquei fã

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