O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CADAVRE-EXQUIS (6)

Pintura de Leonora Carrington




Um novelo devoto
Ariadne em ocasos
Fio a destoar labirintos
Faz breve servir rumos
Ponta luz, ponta sombra

Estio de bravas águas
Nutrido por rijos semblantes
Obscenos gestos de despedida
O calvário de dores
Apenas mal começava

No meio do caminho ia
Andar de poesia em poesia
Iniciar em nova. Passagem
Rumos da iniciação. Onde
Anjos guiam passos incertos

Em completa arritmia
Descompassado e descadenciado
Ébrio coração pulsante
Agonizava em dor
E tremia em suores noturnos

Passos. Notívagos. Mariposas
Na luz. Destoa a rima
Cismas e credulidades
Afim. Mesmos lumes. Ar
Rarefeito. Poesia reencontrada

Traçado a ferro e fogo
Esse amor sem asas
Posse imperiosa do desejo
Escravo de insanas ilusões
Onde o humano se perde...
... à margem


Beto Palaio e Ianê Mello

2 comentários:

Rodrigo Della Santina disse...

Realmente um belo poema! Meus parabéns aos autores! Gostei deveras.
Abraço,

orvalho do ceu disse...

OI, Ianê
Passo,com calma,pra desejar-lhe um Novo Ano cheio de paz e prosperidade em todos os sentidos...
Cheguei hoje de viagem...
As minhas férias foram deliciosas...
Bjs com gostinho de início de ano

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