O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

NÓDOA DO TEMPO

Pintura de Gustave Cailebotte



No chão
uma mancha
descorou o sinteco
numa nódoa
presente, constante,
a relembrar algo


O líquido
derramado
já não se faz lembrar,
da memória
já desvanecido


Mas a mancha persiste,
insiste em ser
uma marca
que não há mais jeito
de se extinguir


No tempo que transcorre
em leves ou pesados passos
ali ela sempre está
e a tudo vê passar




Ianê Mello


Quantas manchas, quantas nódoas
Deixamos em nossas vidas
E essas nódoas, que são feridas
...Quer na memória elas fiquem
Quer se desvaneçam no tempo
Dão sempre lugar ao lamento
E persistem como chagas
Que não se extinguem
São pragas
Que alguém por maldade rogou
E isso nos afectou
De tal forma, de tal jeito
Que em nós ficaram como um defeito
Que a nossa vida marcou !!!



Joaquim Vale Cuz



13 comentários:

Cria disse...

Perfeito !

Ianê Mello disse...

Obrigada, querida. Bjs. ;)))

Mimo Chic disse...

Minha linda , fizemos uma postagem de final de ano, que cabe no seu coração que esteve conosco...
bjs grandes muito amor e paz!
Lulu & Sol
obrigada por esse blog lindo !!!

Camila Lima disse...

Lindo! Feliz Natal e um excelente 2011!

Lou Albergaria disse...

Lindos poemas!

Parabéns aos Lindos amigos poetas!


FELIZ NATAL aos companheiros do DIÁLOGOS POÉTICOS e seus seguidores/leitores!

Muita paz, alegria, amor e poesia a todos!!!

BEIJOS!!!

Lou Albergaria

Ianê Mello disse...

Obrigada à todos que nesse ano nos prestigiaram com sua calorosa presença.
Um grande beijo.

Thiago disse...

Olá Ianê!

Linda as poesias, gostei muito! Essa dor é mesmo um fardo muito pesado para ser carregado e nos impede de fazer muitas coisas. É mais conveniente jogar fora, mas sempre fica aquela manchinha inesquecível. Parabéns pelo blog, sucesso!

Abraço,

Thiago

Ianê Mello disse...

Olá Thiago,
obrigada pela visita.

Volte sempre.

Um feliz ano novo.

Abraço.

Marcelino disse...

Deliciosamente bem composto o texto do poeta Joaquim Vale, dialoga muito bem com o poema de Ianê Melo.

Wolly disse...

Eu sei que vou cai no clichê com esse comentário, mas é o que senti lendo os seus textos horas e horas aqui! muito belo, eu fiquei sem palavras de me expressar..

check-matte.blogspot.com passa lá se divirta!

Ianê Mello disse...

Obrigada pela presença, Marcelino e Wolly.

Grande abraço.

Paulo Francisco disse...

Lindo!

Ianê Mello disse...

Obrigada. ;))

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