O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




terça-feira, 27 de julho de 2010

Vamos nos inspirar nessa bela imagem e fazer um belo diálogo poético.

Peço aos colaboradores e amigos que não tem participado,que participem.

Vamos lá???



Gosto...
De abrir a janela e sentir o cheiro da terra...
Gosto de todos esses prazeres simples, como seguir o voo da borboleta...
Gosto de ser banal, discreta...
Não gosto, contudo, que esqueçam a minha música....
Porque isso é eterno...


Marta



Porque sempre que se sentava ao Piano
e os seus dedos percorriam por aquele branco e negro,
soltando sons tranquilos, recordava a sua infância
e o tempo da sua liberdade...livre,
como qualquer borboleta na beleza magnifica da sua Simplicidade!



Flor



Algo que pare ela era singular
Suave e doce, como um despertar
Doce... como manhã de Primavera
Qual sonho, devaneio ou quimera!




Fernanda



quero me olhar no tempo
ouvir a música dos anos
ser tocada pelo vento.

do piano surgirão as notas
que se verterão em flores
para a poesia de pedra
que é feita na cidade.

da mulher, próximo ao piano
virá o aroma da terra
que abandonei no campo
hoje caminho sobre o cimento.

como a mulher que toca ao vento
eu olho o tempo, viro-me
temo ver o tempo face a face.

porque do tempo, da tua música
virão os passos descaminhados
pelos túneis urbanos e solitários
da cidade que quer ser vida.




Sandrio Candido


estou em outro tempo, longe.
guardo comigo um saco de idades.
o mundo não tem meus passos
só me ouve
quando acordo borboletas
com minhas cantigas
amanhecidas de azul.



Luciana
As Cores do Simples
do Belo, do Singelo
O vento agita meus sonhos
em desalinho
Desejo-o tanto
Na melodia mais Sincera
Quero-o junto a Mim
Mas segue a Moira
Na Asa da Borboleta
De longe o avisto
E Espero.

Lou Albergaria
Dialogo Poético - Colaboradores: Ianê Mello (pintura), Marta, Flor, Fernanda, Sandrio Candido,Luciana, Lou Albergaria

9 comentários:

Isa Lorena disse...

Linda essa gravura, belíssima!

Marta disse...

Gosto...
De abrir a janela e sentir o cheiro da terra...
Gosto de todos esses prazeres simples, como seguir o voo da borboleta...
Gosto de ser banal, discreta...
Não gosto, contudo, que esqueçam a minha música....
Porque isso é eterno...

Beijos e abraços
Marta

Flor disse...

Porque sempre que se sentava ao Piano e os seus dedos percorriam por aquele branco e negro, soltando sons tranquilos, recordava a sua infância e o tempo da sua liberdade...livre, como qualquer borboleta na beleza magnifica da sua Simplicidade!

Ianê Mello disse...

Agradeço as visitas e comentários.

Bjs

Fernanda disse...

Algo que pare ela era singular
Suave e doce, como um despertar
Doce... como manhã de Primavera
Qual sonho, devaneio ou quimera!


Beijinhos

Sandrio cândido. disse...

quero me olhar no tempo
ouvir a musica dos anos
ser tocada pelo vento.

do piano surgirá as notas
que se verterão em flores
para a poesia de pedra
que é feita na cidade.

da mulher proximo ao piano
virá o aroma da terra
que abandonei no campo
hoje caminho sobre o cimento.

como a mulher que toca ao vento
eu olho o tempo, viro-me
temo ver o tempo face a face.

porque do tempo, da tua musica
virá os passos descaminhados
pelos tuneis urbanos e solitarios
da cidade que quer ser vida.

Pistoleiro Corvo disse...

Simplesmente completo!

Abraços!

Luciana Marinho disse...

estou em outro tempo, longe.
guardo comigo um saco de idades.
o mundo não tem meus passos
só me ouve
quando acordo borboletas
com minhas cantigas
amanhecidas de azul.

belo espaço!

Ianê Mello disse...

Luciana,

Obrigada pela bela participação.
Vou postá-la.

Bjs.

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