O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




quinta-feira, 6 de maio de 2010

Escorre tinta


Escorre tinta
Como sangue
Catapultado
De uma máquina de guerra.

Na tela
Corpos putrefactos
Olham-nos
Numa sensação de alívio
De uma morte
Violenta e bela.

Escorre tinta
Numa paleta
De cores negras
Que outrora
Ornamentavam o arco-íris.



Bravo

4 comentários:

Pérola disse...

Boa noite.
Obrigado pela sua visita.
Achei seu poema triste porém exótico,deu para entender?
Eu gostei muiiiiiiito.
Parabéns.
Beijokas.

Pedro Alcântara disse...

Gostei muito... Grande percepção!

Ianê Mello disse...

Bravo...bravíssimo!

Bela colaboração.

Grande beijo.

Rodrigo Della Santina disse...

Gostei do poema, meu caro Bravo, e do desenho também. Parabéns! Está indo bem com essas postagens...
Abraço,

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