
Sou uma sombra
Que passa
E que na penumbra se prolonga
Para lá do meu gélido túmulo.
Nesta noite vestida de trevas
Onde a lua, soberba, se veste de branco puro.
Sou destino marcado.
Sou senda infinita.
Parido das brumas do tempo.
Sou morte do nada que sou.
Sou estrangulamento
Da luz que brilha altiva.
Deito-me na terra barrenta
Na terra que me abraçou.
Deixo-me ir com o vento
O vento que por ali passou.
Disperso pelo universo
Esse universo que sou.
Dessa alma que persiste
Em não perceber que existe.
Bravo
5 comentários:
Ou apenas disfarço a minha ansiedade...
Pinto o rosto,
sou a minha própria máscara...
Sou o nada....sou o oculto...
Sou uma mensagem que ninguém entende....
Ás vezes, nem eu....
Beijos e abraços
Marta
Gostei do texto e, permita-me, do lindo comentário da Marta.
Abraço!!
“Poesia não é para compreender mas para incorporar; Entender é parede: procure ser árvore.”
Manoel de Barros
Será que alguém EXISTE?!!! Ou somos meras percepções aos olhos e (in)compreensão do OUTRO?...
NÃO SEI...
BEIJOS!!!
Grata à todos pela presença.
Parabéns pelo poema Bravo.
Grande beijo à todos.
Parabéns pelo blog.
Está lindo!
De muito bom gosto!
Belíssimos poemas...
:)
Aninha
Postar um comentário