O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




terça-feira, 19 de abril de 2011

Vislumbre

                                                                 Rene Magritte


Há uma fresta de luz
em meu olhar
coberto pelo pelo pó
anos cegos vividos
na poeira do tempo
esquecidos
anos sem luz
solidão das horas
marcadas pelo tic-tac
de um velho relógio
na sombra de noites vazias
silêncio e dor
alma atormentada
vida que se esgueira
nos desvãos da ausência
...
pela fresta do olhar
a luz se acende


Ianê Mello


Em tintas, anfóteras cores
A Mulher se desnuda
no canto do olho
um pássaro faz seu ninho
defeca um arco-íris
voláteis amores
sentimentos e sombras
no fundo da lente
em semifusa demência
desmaio mais um gozo.


Lou Albergaria

7 comentários:

Marta disse...

E, eu que procuro tanto a luz....
hoje acho-a forte demais e sem o querer, fecho os olhos...
Ao Mundo, às cores...a mim, enfim...
Beijos e abraços
Marta

Catia Bosso disse...

Queridos, passei pra dar uma olhada e achei profundo este post de hj, com insinuações e confrontos de uma fúria ocular...bj.

Ana Tapadas disse...

Um verdadeiro Diálogo Poético. Muito conseguido.
Beijo

Sonia Guzzi disse...

Transitando entre a solidão e esperança...É a vida instigando possibilidades.
Gde abraço, em divina amizade.
Soni9a Guzzi

CARLA STOPA disse...

Adoro estar aqui...Saio renovada...

Cristine Lima disse...

Olá,
seu blog é muito lindo e sensível...
Gostaria de convidar voce para uma visita ao meu cantinho. Comentários são bem vindos.

Ianê Mello disse...

Obrigada pelos comentários.
Grande beijo.

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