O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




sexta-feira, 22 de abril de 2011

Envolta em silêncio




Eu sinto...
pela palavra não dita
e pela dita ao acaso
pela que não foi ouvida
pela palavra inexata
pela falta de sentido
pela falta de tato
pela pressa
pelo cansaço
pela presença...
ausente

Eu sinto...
pelo tempo perdido
pelo esforço
pela noite mal-dormida
pela insônia
pela falta de espaço
pelo pouco caso
pelo embaraço
pela escassez...
do abraço

Eu sinto...
por perder sem querer
por lutar em vão
por tentar entender
por não encontrar a razão
pelo desperdício
pela escassez
pela humildade
pela embriaguez
pela covardia

Eu sinto...
sinto muito
por sentir tanto


Ianê Mello

3 comentários:

Juh Salomé de Beauvoir disse...

Eu só sinto, que sinto...

Beijos!

Catia Bosso disse...

Eu sinto por não sentir tanto!! Será que sou desalmada? rsrs, Adorei seu poema! Tão real, tão intenso! Exatamente como sinto você, Intensa! bjs de chocolate!

Ianê Mello disse...

Obrigada pela presença.
Bjs.

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