O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um odor maltado na memória

                                                        




O perfume
Que invadiu minhas narinas
Numa tarde cinza,
Friorenta e nuvolosa
Se misturou
Ao whisky que eu sorvia
Extasiado
Pelo som de Malagueña.
Por um momento
Percebi com a saudade
Alguma coisa
Meio assim, angustiante
Pois a ternura
Ternária de Malagueña
Estraçalhou sem piedade
Minha memória.
Essa lembrança
Sopranada em LÁ menor
Fez levitar
 As plumas plúmbeas do desejo.
Um outro gole
De whisky com teu cheiro
Embriaguez
De inspiração e sofrimento.

Jairo Cerqueira

3 comentários:

Maria Luisa Adães disse...

Gostaria de levar um pouco de vós e deixar um pouco de mim.

Gostei do que li e do que vi.
interessante tudo quanto encontrei e o poema também.

Eu escrevo poesia e por vezes prosa.

Amei encontrá-los!E neste encontro, deixo um pouco de mim.

Maria Luísa

Ianê Mello disse...

Maria Luisa,

seja muito bem vinda.
Quer juntar-se à nós?

Mande-me seu e.mail que lhe cadastro para que possas postar seus escritos.

Bjs

pINEL disse...

Jairo, parabéns pelo lindo poema.

Reparei só agora que não o havia comentado, desculpe.

Bjs.

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