O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sóis






Curiosas estas escritas trazidas dos sóis
em arcos/linhas de cores traduzidas
ou manifestando-se em conchas e fatus-fogos
de tantas e tantas telas e alvoradas
e fins de terras/praias por onde se esvai
em laivos de luz,em estrias...
curiosas estas escritas e estes dias
inscritos nas montanhas em pedra
calcinada...
curiosas estas vidas sob sóis vividas
sem partida nem chegada e sem um ai
arrancado no calor das estradas.






Jorge Santos


07/2010 http://namastibetpoemas.blogspot.com/

6 comentários:

Ianê Mello disse...

Jorge,
maravilhoso seu poema. Adorei.

Que tal colocar uma imagem.

Se preferir eu coloco.

Bjs

Juliana Sphynx disse...

Gostei muito do blog.
Boa semana!
=D

Zélia Guardiano disse...

Lindíssimo poema, Jorge! Lindíssimo!!!
...vidas vividas sem partida nem chegada...
Encantei-me !
Enorme abraço

El Bailaor disse...

Belo poema Jorge!!
Um retrato de vidas sob sóis, muito bom! :)

Abraços!!

Sílc disse...

Assino em baixo da Zélia! amei o Poema Jorge. "curiosas estas escritas e estes dias
inscritos nas montanhas em pedra
calcinada..." Obrigada pelo aprendizado.
Volto sempre!
Sílvia
http://www.silviacostardi.com/

Ianê Mello disse...

Lindo poema e imagem, Jorge.
Volte sempre.

Bjs

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