O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

VOZES EM MADRIGAL (Facebook) - A arte da palavra

A arte da Palavra em todas suas nuances





DRUMMOND

Tu és a palavra dita
bendita
composta
disposta
Homem-I
fininho
encantado.

Giselle Serejo



Dialogando com Drummond.

Eu sou a senha do mundo
A PALAVRA
É nela que me discuto
É por ela que morro e renasço
Não há como desen canta-la
Não há
Ela já veio enfeitiçada
Quando não estou
Ela me encontra
Nós nos esbarramos
Somos amigas, companheiras.
Mulheres para vida inteira.

Giselle Serejo




Ao mestre com carinho...

o homem da palavra exata
farta, curtida no tutu
arroz, couve e farinha
sua palavra, um banquete
manjar de ironias
o mestre das letras
também um mestre de orgias

o amor natural

deita a palavra no leito
tirando-a do estado de dicionário
transpira os sentidos na carne
quem nasceu DRUMMOND não morre jamais!

Lou Albergaria



LOUCOS POETAS

Para Mario Quintana

Profundas nossas palavras
que gotejam emoção
como se fossem lavas
de um vulcão em erupção
Viscerais e pungentes
arrancadas de nossa alma
Sentimentos tão urgentes
que necessitam de expressão
e não ponderam a calma
O papel é o veículo
para nossa exortação
O instrumento precípuo
à nossa liberação
Súplicas podem ser
e urgem serem ouvidas
a quem as quiser ler
para que sejam sentidas
Gritam eloquentemente
saltando aos olhos de quem lê
Não há de ser mansamente
que expressaremos o sofrer
Seremos por isso dementes
estando sempre a mercê
de críticas incoerentes?

Nos sabemos loucos
como bem disse Quintana
Nos importarmos pra quê?
Se nossa mente é insana,
a lucidez ... é pra poucos

Ianê Mello



Palavras e homens dentro de palavras-homens

Não há distinção entre elas e mim!
Entre o que sou e o que são...
Juntos SOMOS...
Elas são a extensão de mim 
E eu (homem) sou o que lhes da vida!
O que as tira do país inanimado
Para o país dos sonhos, das fantasias ...
Não existe eu sem elas
E elas tampouco existiriam sem mim
Sou homem, poeta...
E elas são o que me fazem ser o que sou...
Elas são palavras, poesias, versos
E eu poeta (homem – porque o homem é poeta)
As faço ser o que são!
Isso já nos cumpre o dever da vida...
Eu poeta e elas Palavras...
Formamos e “desformamos” mundos
Criamos e recriamos pessoas!
SOMOS dentro do MUNDO,
Porque andamos Um com o OUTRO.
Isso é a PALAVRA!


Vanessa Vieira



palavras

no contexto
somente o começo
sem pretexto

na página
de um texto
sem margem qualquer

no limite
de uma letra contínua
e numa vertente
de linhas transparentes

apenas o sabor
das palavras

ydeo oga


4 comentários:

Vanessa Vieira disse...

Adorei todos os poemas... Parabéns a todos que participaram!

Ianê Mello disse...

É verdade, Vanessa, estão lindos.

Bjs.

Fernanda disse...

Nem sempre que passo aqui deixo as minhas impressões.
Porque não me lembro de ter feed back de quando o faço.
Continuo a vir, porque gosto muito de boa poesia e voltarei sempre, mesmo que as minhas palavras caiam na mansidão das águas.

Ianê Mello disse...

Fernanda, se não dei feed back, me desculpe, pois não é meu costume.
Na verdade, as pessoas nem costumam voltar para ler o feed back.
Suas palavras não estão perdidas,pode ter certeza. Agradeço sua visita. Volte sempre.
Bjs.

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