O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

BUDHA E GISELLE/ O NIRVANA



O sol soprou no meu caminho
me deu força e voei sozinha
uma nuvem aproveitou e segurou em minha mão
cheguei mais cedo em casa
toda iluminada


Os dois agora descansam invisíveis debaixo da frondosa árvore.

Giselle Serejo


O NIRVANA


Num céu quase sem nuvens
 aos pés de frondoso ypê
em gramado verdejante
descanso de longa viagem 
a paz habita em minha alma
iluminando todo meu ser
O Nirvana se anuncia


Ianê Mello

7 comentários:

Lou Albergaria disse...

Lindos poemas de muita paz! Parabéns!

Beijos, Gisele e Ianê!!!!

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

A primeira vez em que ouvi falar do Nirvana, foi numa primeira aula de Filosofia. Julguei, então, que seria impossível alcançá-lo...hoje, sei que é bem simples...
A prova, está aqui...
Um abraço
Lúcia

Ianê Mello disse...

Obrigada Lou pela presença amiga. Gostaria de pedir que voltasse a participar dos diálogos e lá no Livre Criar é só criar. Sinto falta de seus poemas.
Bjs, querida.

Ianê Mello disse...

Bem vinda, Lucia.
Obrigada pela presença e comentário.
Simples alcançá-lo num poema, mas não na vida comum, infelizmente tenho que admitir. O importante é continuarmos a buscá-lo até chegarmos pelo menos próximos à ele.
bjs.

Alê disse...

LindooOOOOOoooooOOOOoo!!!

Ianê Mello disse...

Obrigada, Ale. Bjs.

luiz gustavo disse...

filigranas



sugar o céu
pelos poros das estrelas
em filigranas onde as dobras
das rugas são labirintos lábios

meus olhos de veludo
sobre esta pele açulada
como urdidura

penetro-a -
não como pássaro de seda
tuas entranhas - mas vampiro -
e aqui o poema espuma
toda volúpia da palavra núpcia
sereno céu silêncio de plumas

ouve o rumor da garoa
agora sobre a grama
a derramar-se em ranhuras
no âmbito da crisálida

esta página
de verbos sonhos signos
entre pedras desliza
sobre pedras e o poema
se faz nada e cicia:

à deriva o ventre se modula

- e a vida - se fragmenta

esta que se descobre
outra em torpor de nácar
entre crepúsculo tulipas
e néctar

quem deslinda o que escrevo
acena com a língua
à fímbria do teu segredo
sobretudo o fôlego
do poema que finda
em decrescente relevo

e dizer
à sombra do luar que hausto
as pálpebras fenecem
em glaucas escrituras

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