O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal


 
Que este Natal seja farto
em sorrisos, em abraços, em amor
Que esse Natal seja simples
como simples são os sentimentos
Que esse Natal seja terno
com a ternura das crianças que sonham
Que esse Natal seja doce
como doce é o cálice de vinho que sorvemos
Que esse Natal seja pleno
em vida, em esperança, em calor humano.


Quero agradecer a cada um de vocês que aqui esteve desde o nascimento desse espaço, uns como visitantes eventuais, outros mais assíduos, outros "seguidores" fiéis. 
Agradeço pelo carinho a mim ofertado em suas visitas e comentários, aos seus sinceros elogios, as suas palavras de compreensão.
Sem a presença de vocês esse espaço não continuaria a existir e a crescer de forma harmoniosa e plena.

Obrigada, meus amigos!

Um Natal iluminado à todos vocês e que o novo ano que se inicia seja repleto em paz, esperança e amor.

Um grande beijo e abraço fraterno.

Paz e Luz!

NAMASTÊ!!!


Ianê Mello

sábado, 10 de dezembro de 2011

Diálogo Poético Ianê Mello e Ildo Silva - Haicais





olhar que voa
pousa no meu
borboleta em flor

Ianê Mello

olhar que voa
pousando nas flores
borboletas


Ildo Silva

borboletas no céu
olhares em flor
pousam livres

Ianê Mello 


me perco no ar
borboleta no céu
livre voar


Ildo Silva

amor leve no olhar
asas cor de luz
bailam no céu azul

Ianê Mello


olhei, me perdi
borboletas ensaiam
danças de amor

Ildo Silva

Dialogo Poético NeyMaria e Ianê Mello






CHUVA TEM CHEIRO


Emarranhados
ramos no rumo
de um vento
que arrasta e ronca,
uma vez sacudidos,
vergados
diante de som
tão agudo,
gemendo
soltaram-se,
galho por galho,
abrindo alas ao avanço
de espesso véu
de tramas d'água.
Enegrecida,
a rua
se encheu do cheiro
da chuva
rolando d'alto
abaixo.

Entrechocaram-se
as vidraças; bateram,
bateram,
cômodo adentro
berraram...
trancaram-nas aquele
seco silêncio
da sala.



NeyMaria Menezes 


Crédito de Imagem:  Anka Zhuravleva







POÇAS D'ÁGUA





silêncio seco
pelas lágrimas transborda
contidas e resolutas
rolando pela face
inundando o chão
em poças d'água
vertendo sonhos
ilusões consentidas
ressentidos temores
medos, gritos
calados 
na garganta
soltos no ar
como pássaros esvoaçantes
libertos em asas
vôos que convergem
infinitos que desvendam


Ianê Mello


Crédito de Imagem:  Anka Zhuravleva

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Diálogo Poético Naldo Velho e Ianê Mello





NÃO QUERO


   Não quero a letra fria,
   mal intencionada e perversa
   a promiscuir-se em meus versos,
   pois a ela só interessa
   destruir minha emoção;
   tão pouco a rima obscura,
   corrompida e grosseira,
   a envenenar meus poemas
   e a acasalar-se obscena
   às lembranças, histórias,
   guardados...


   Não quero a imagem obtusa
   a poluir minha saudade
   com racionalismos, verdades,
   deixando-me os sonhos
   reclusos na desilusão.
   Prefiro chorar meus poemas,
   em versos que sejam de chuva,
   ou então de incertezas de planos,
   de notas demenciadas de um piano,
   de caminhos por ruas incertas,
   madrugadas inteiras de insônia,
   pois só assim eu me vejo completo
   e mantenho acesa a chama
   que existe em meu coração.


   Naldo Velho


ENREDANDO VERSOS



Ah, versos que caem

em gotas de chuva
versos que se esvaem
em lágrimas contidas
em folhas nuas
brancas e sem vida
em palavras cruas


Ah, versos que se nutrem
de dores e de amores
Versos que fluem
transbordando em cores


Ah, versos que são puros
que transpõem muros
Versos que se quedam
Versos que se enredam




Crédito de Imagem: Foto de Cartier Bresson

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Verso branco



Eu quase não via o verso dele.

A rima era frágil, a métrica
Insegura.

Mas a sua poesia não carecia de plateia.
Era invisível como a pedra.

RODRIGO DELLA SANTINA
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