O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal


 
Que este Natal seja farto
em sorrisos, em abraços, em amor
Que esse Natal seja simples
como simples são os sentimentos
Que esse Natal seja terno
com a ternura das crianças que sonham
Que esse Natal seja doce
como doce é o cálice de vinho que sorvemos
Que esse Natal seja pleno
em vida, em esperança, em calor humano.


Quero agradecer a cada um de vocês que aqui esteve desde o nascimento desse espaço, uns como visitantes eventuais, outros mais assíduos, outros "seguidores" fiéis. 
Agradeço pelo carinho a mim ofertado em suas visitas e comentários, aos seus sinceros elogios, as suas palavras de compreensão.
Sem a presença de vocês esse espaço não continuaria a existir e a crescer de forma harmoniosa e plena.

Obrigada, meus amigos!

Um Natal iluminado à todos vocês e que o novo ano que se inicia seja repleto em paz, esperança e amor.

Um grande beijo e abraço fraterno.

Paz e Luz!

NAMASTÊ!!!


Ianê Mello

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desistência



Derruba do teu rosto as lágrimas mendigas.
Busca no teu sofrer o que te exulta. Fora,
É sem piedade o mundo e te diria histórias
Só pra te amargurar mais tristemente a vida.

A dor, ela somente, é nobre, e é grande, e amiga.
Tenta amá-la, que um dia irás. E, dessa forma,
Ela se tornará pra sempre a tua glória
E o pó que cobrirá teu corpo na partida.

A vida é sem remédio e os deuses não se importam.
Sofre sereno, de alma altiva, sem da boca
Soltar um grito de lamento, e te confortas.

Guarda no peito toda a tua tristeza. E roga
A Deus ao menos sua costumeira força
Pra andar junto daquela pela vida toda.

RODRIGO DELLA SANTINA

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Antítese




Embriagado de necessidades
Desesperado pelas carências
Saio à rua a divagar
E devagar vou derramando
As sobras do que me faltou

Expiro, penso, reflito:
“Acho que morri... um pouco”! (não muito)

Aproveito o que ficou desse óbito inacabado
E então, enfraquecido e impotente
Vou aos poucos me refazendo

Suspiro, tenso, conflito:
“Acho que não morri... ainda”!

Ressaqueado de necessidades
Acalmado pelas carências
Entro na rua devagar
E rapidamente vou catando
As faltas do que me sobrou

Aproveito o que restou dessa vida inacabada
E então, fortalecido e potente
Vou aos poucos me desfazendo

Respiro, denso, admito:
“Acho que não vivi... plenamente”!



Jairo Cerqueira


AMARRAS




Gostaria de dizer palavras fáceis
Doces como o mel ao se saboreá-lo
Sinto decepcioná-los, mas essas palavras
são amargas como fel
e difíceis de engolir

Quem disse que a dor não existe
e que não há motivo para ser triste?
Quem disse que a vida é fácil
Bastando vivê-la com sabedoria?

Quem disse que o sol nasce todos os dias
e a lua sempre brilha majestosa?
Quem disse que  o viver é aprender
a criar com as próprias mãos as possibilidades?

Quem disse que as intempéries são pequenas,
fáceis de se livrar a qualquer momento?
Quem disse que é simples o discernimento
da melhor escolha para nossa vida?

Por vezes nem temos o poder da escolha
e nos sujeitamos ao que nos é escolhido
Viver dentro de uma grande bolha...
pra mim não faz nenhum sentido

Amarras não as quero mais
De  que me servem as mãos atadas?
Quero-as livres pra senti-las como minhas
Quero escavar meu próprio chão

Não se engane, meu amigo...

A vida, não é fácil não.


Ianê Mello
 Diálogos Poétidos - Colaboradores: Jairo Cerqueira(ilustração e poema), Ianê Mello ( poema)


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Canção da Vida





Numa casinha escondida
a um canto do coração
lá a saudade mora
onde canta uma canção

Reviver tempos vividos
na beleza de outrora
Quisera poder relembrar
um pouco da minha história

Construída com muito zelo
por momentos bem vividos
e outros ainda por viver
pelo tempo corrompidos

Mas enquanto vida eu tiver
hei de cada instante viver
como se fora o único
pois o que se leva dessa vida
são os momentos que se pode obter


Ianê Mello




Diálogos Poéticos - Colaboradores: Ianê Mello

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Solitude






























Machado de Carlos






Ah... a paixão o que faz
aos corações despedaçados pela saudade,
que nos mantem presos em celas que criamos
Sim, Florbela bem entendia dessa dor
Mas será esse sentimento  o amor?

A face que se guarda na lembrança
pode nem ser a mesma de outrora
O tempo passou e com ele a hora
de se livrar de lembranças já passadas

Não chore, meu amigo, não há nada
que possa retornar esses momentos
Guarde essa dor com sentimento
pelo amor que deve cultivar por si própio

Abra os olhos para o mundo
Há um universo de possibilidades
Não se perca em  dores e saudades
Olhe sua alma bem no fundo
e procure ser feliz de verdade.


Ianê Mello





Diálogos Poéticos - Colaboradores: Machado Carlos, Ianê Mello
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