Silencia toda a dor
acalenta na alma o pranto
não há como o sofrimento expressar
o que um simples olhar denuncia
Tantas vidas aniquiladas
mortes e danos sem par
em nome de um autoritário regime
que não há como suportar
Seres humanos pensantes
rebelam-se e revoltam-se
não conseguem se calar
mesmo que a vida lhes seja roubada
Pela causa que é justa
o sofrer torna-se um nada
Como silenciar o grito
num coração que segue aflito
Ianê Mello
(Inspirado no filme " Cúmplices do Silêncio ")
O silêncio de tanta dor
só resulta da ditadura
e da cruel loucura
de um homem sem razão
e de outros que o acolitam, aceitam e aproveitam
p'ra reinar na confusão...
Os instintos mais cruéis
são destilados então
e o povo é quem mais sofre
no meio da revolução...
São dores, que não têm fim,
são prantos de tantas mágoas
São gritos que não se calam,
porque as pessoas não falam,
senão através de lágrimas...
só resulta da ditadura
e da cruel loucura
de um homem sem razão
e de outros que o acolitam, aceitam e aproveitam
p'ra reinar na confusão...
Os instintos mais cruéis
são destilados então
e o povo é quem mais sofre
no meio da revolução...
São dores, que não têm fim,
são prantos de tantas mágoas
São gritos que não se calam,
porque as pessoas não falam,
senão através de lágrimas...
Joaquim Vale Cruz
Diálogo Poético - Colaboradores: Ianê Mello / Joaquim Vale Cruz