O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Incoerências do Amor


Amor...amor...
sentimento tão contraditório
Quando se crê que ele existe
ele não se faz notório. 



Ianê Mello

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... E a Nau Segue.


Estava frio e triste!... era madrugada...
Pensava nela. Ela era o meu tudo!
O mundo desabou. Fiquei mudo!
Vi, no momento, que eu era um nada...

Caiu novamente à noite calada...
O vento entoa sua marcha de luto!
Meus pensamentos voam... voam..., contudo
A rotina segue sua cavalgada..

Os dias já nascem tardiamente;
Uma saudade soa de repente;
As lágrimas são a alma comovida!

Uma nuvem caiu sobre os meus olhos;
Não a vejo no meio dos abrolhos;
No entanto, no pântano há vida!...

Machado de Carlos

Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1922715




O amor


O amor
É sinónimo de vazio.
Tudo o que antes parecia importante
Deixa de o ser!
O passado e o futuro,
Convergem para o presente.
Nada!... Mas nada faz sentido!
As pernas carregam, cambaleantes,
A cabeça e o tronco
Embriagados pelas emoções do momento.
As palavras!...
As palavras tornam-se flechas,
Que rasgam o ar em todas as direcções
Na procura do desejado alvo.
Aqui, o cupido!
Deixa de fazer sentido.
Tudo se resume
A um abstracto de emoções.
À ponta do cordel
Do novelo do amor.
O começo de um caminho
No labirinto da vida.
E também o doce momento
Onde tudo recomeça.


Bravo



À deriva



Amar é...
A maré dos meus sonhos.
Na solidão, só me dão...
Desilusões e tristezas.
No oceano da vida
Sou apenas um náufrago
A esperar um barco
Que descreva um arco
Me tome nos braços
E me leve a ti.



Jairo Cerqueira
 
 
 
 

Diálogos Poéticos - Colaboradores: Ianê (imagem e poema), Machado de Carlos(Soneto), Bravo, Jairo Cerqueira  . 

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