TEIA DA VIDA
A vida assim escorria
entre os dedos,
entre as mãos
e dela nada retia
na retina do olhar
que se perdia
em anoiteceres
de angústia e solidão
O tempo enredado
como teias
que se entrelaçam
num estranho balé
e eu prisioneira
presa certeira
enrodilhada em mim mesma
em meus próprios erros
Ianê Mello
PÁRIA
movia a caneta
entre os dedos,
trazia o tempo
e a poeira das ruas
perdia vida
por metro quadrado
de cada passo
pesado e cansado
andando ...
de encontro a sorte
movia a caneta atrás da morte...
Wilson Caritta.
*
Crédito de Imagem: Pintura de Susan Seddon Boulet
