
Como um passeio na pluma e outros devaneios consentidos. Levemente te toco com os olhos fechados. Você é sempre nova para mim, de alguma maneira, como uma escultura que se aprecia a vida toda. Eu te adivinho um especial monumento, ao te sentir reentrâncias e saliências. Tenho ao meu alcance forma e conteúdo. Sinto na ponta dos dedos a arte da vida que te esculpiu magnífica. Sei que somos finitos. Dessa finitude que nem importa quando, nossas formas se refazem. Que me importa se o grande escultor só sabe trabalhar dessa maneira? Retornando a cerâmica posta em vida para um renascimento de artes ainda mais refinadas. Entretanto ali. Ainda de olhos fechados. Neste suplemento de gloria que é seu corpo. Experimento os êxtases do entalhar de uma Camille Claudel, ou de um Rodin. Crio também, a meu modo, uma versão tua em branco mármore. Adoro te imaginar afinal como a minha criatura... E tudo mais são somente palavras.
Beto Palaio
IMPENETRÁVEL
Muitas vezes somos aquilo que deixamos de Ser.
Ausência.
Onipresença ao inverso
Sinergia para menos
Utopia no sentido utópico de inalcançável
O que nos torna vulneráveis
Impenetráveis.
A Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida
De amar e ser amado.
Perdemos a capacidade de nos defender
Do medo de amar
Entregar-se, deixar-se afundar na neblina da fumaça
Ser tragado pelo Inconsciente
Compartilhar o melhor e o pior de nós.
O Bem e o Mal dentro da gente
Irmãos siameses
Que não nos livra da escolha
Nem da necessidade de perdão.
Ausência.
Onipresença ao inverso
Sinergia para menos
Utopia no sentido utópico de inalcançável
O que nos torna vulneráveis
Impenetráveis.
A Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida
De amar e ser amado.
Perdemos a capacidade de nos defender
Do medo de amar
Entregar-se, deixar-se afundar na neblina da fumaça
Ser tragado pelo Inconsciente
Compartilhar o melhor e o pior de nós.
O Bem e o Mal dentro da gente
Irmãos siameses
Que não nos livra da escolha
Nem da necessidade de perdão.
Lou Albergaria