O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Diálogo Poético: Ricardo Daiha, Ianê Mello e Joaquim Vale Cruz





NADA MAIS IMPORTA


Nada mais importa,
Na simbiose das almas,
Da sincronia das palmas,
No pulsar do peito o mito;

E nos fluidos que segregas,
Desse jeito explosivo,
A imobilizar o Tempo,
Aprisionar o grito;

Nada mais importa,
Que este hiato no espírito,
Entre o Céu,
E o vazio do Infinito;

Que as mãos entrelaçadas,
No rezar contrito,
De nossos corpos unidos,
Nesse beijo aflito;

Nada mais importa.


 Ricardo Daiha



NO SILÊNCIO DOS CORPOS



e o que mais
nesse momento pode importar?
o mundo para
o relógio se cala
tudo é silêncio nos corpos nus
entrelaçados
ungidos no amor
abre-se a porta
o Paraíso invade
em cores, brilhos, delícias
mundo novo
eu e você
nós dois
almas que se abraçam
bocas que se beijam
mãos que se doam
entrega
sem medidas
num vôo ao infinito


Ianê Mello




Nada mais importa
Quando o amor se vai
Quando a amizade cai
Quando há tristeza nas almas
Se não há sincronia nas palmas

Nada mais importa
Se o querer é um mito
Se calamos o grito
Quando fluidos segregas
Quando a mim te entregas

Nada mais importa
Se com teu jeito explosivo
Tu encontras motivo
Para o tempo imobilizar
Quando é tempo de amar

Nada mais importa
Se com as mãos entrelaçadas
Com nossas bocas encostadas
Nossos corpos unidos
E nossos beijos atrevidos
Temos refregas… calculadas


Joaquim Vale Cruz


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sonhos, Sonhos...

.
,
Sonhos...Sonhos...
Tracei para mim, sonhos
nunca sonhados.
As cores que usei,
Não havia
Na tela de nenhum pintor.
Quem voava não era eu,
Era o sonho
E quem sonhava
Não era o sonho,
Era o próprio amor.


Lice Soares


Diálogo Poético - Colaboradores: Machado de Carlos, Lice Soares



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Mulher sem Rosto

 



Pintura de Adolfo Payés "Un rostro llamado ausencia..."


Uma mulher sem rosto
quão misteriosa pode ser?
Sem olhos para expressar e seduzir
Sem o olfato para sentir os odores
Sem lábios para dizer o que sente
e beijar o corpo amado

O que é uma mulher sem rosto?
Sem identidade, sem expressividade,
apenas um corpo a usufruir?
Quão bela pode ser uma mulher sem rosto?
Se o seu rosto é a sua marca, a sua presença

Uma mulher sem rosto é apenas um corpo
Um corpo como outro corpo qualquer
Uma meretriz a mais para satisfazer 
os carnais desejos de um homem
Um homem que da mulher deseja
nada mais do que um corpo,
um pedaço de carne 
pra saciar seu apetite voraz.


Ianê Mello




Diálogo Poético - Colaboradores: Ianê Mello





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vago



          
            O céu está                                    cinzento                                                                                             
            Por nuvens escuras                   encoberto     
          
           Mas o vento sopra                       forte            
                                                              
           Pode as nuvens                           dissipar                                          
                           
       
           
                     E a lua tímida e nua
                     Pode voltar a brilhar.



                      Ianê Mello



         Ele a viu                                          Ela o viu
         Ele se espantou                             Ela sorriu  
         Na contramão dos trilhos                                                      

                                                                   O amor surgiu
                 
                    
                         E de se verem, o destino os proibiu
Diálogo Poético - Colaboradores: Machado de Carlos, Ianê Mello, Felipe Carriço

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

no dia que matei federico


ilustração: "Adão e Eva"
Fernando Botero


no dia que matei federico
um dia igual a qualquer outro
alguma coisa no meu umbigo
parece que mudou de lugar
mas o incômodo durou pouco
no dia que matei federico


fred matos


Deja Vu


Tudo que um dia vivi
vivido está e já é passado
Marcas indeléveis ou profundas
em minha memória

Meus atos impensados,
meus gestos calculados
Meus amores e desamores
O que sofri, o que sorri...

Tudo se perde na poeira do tempo
só restando a lembrança
ou uma vago deja vu,
aquela sensação meio que imprecisa
e inexata de algo já vivido

Aquela ferida aberta que sangrava
com o tempo cicatriza,
deixando, por vezes, uma marca
em nada mais dolorida 

E a lembrança do que fui
se perde no que me torno
e a cada dia que passa,
dia a dia, me transformo


Ianê Mello




Diálogo Poético - Colaboradores: Fred Matos, Ianê Mello





 

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ainda te Amo...










Ainda te amo
Preciso confessar...
O tempo passou,
mas nada em mim mudou.


Vesti uma armadura
e fingi para mim mesma
que eu havia te esquecido
mas hoje desabei e tive que dizer
que ainda amo você...


As nossas noites ardentes,
as madrugadas envolventes
e o amanhecer contigo...
Ah! Meu amor!
Como te esquecer
se ainda está vivo em mim?...


Ainda te desejo, quero seu beijo
e seu corpo em mim...
Calo minha voz, mas meu
coração grita seu nome,
quanta saudade...
Saudade de ti!...


Maria Bonfá



O silêncio a preencher a sala vazia,
cheia de palavras presas na garganta.
A boca seca, emudecida pelo medo.
Sentimentos encarcerados dentro do peito.


Os olhos embaçados fitos no chão escuro.
As mãos sobre o colo tricotam imaginariamente o ar.
Por que calar as palavras tão sentidas?
Por que aprisionar os sentimentos?
Por que não olhar nos olhos do outro alguém?
Por que com as mãos não se tocar num abraço?


O amor permeia esses corpos
rígidos em sua própria dor,
tementes da entrega que cura.
Esse mesmo amor que um dia
enlaçou seus corpos como um só
fazendo-os sorrir de alegria e prazer.


Quando exatamente se perderam um do outro
e se acostumaram com o silêncio que se instala
entregando-se à essa inércia que devora?
Quando seus olhos deixaram de se olhar com ternura
e seus lábios não mais se tocaram?
Quando seus corpos tremeram de frio na cama vazia e sem amor?



Ianê Mello
.


Para te recordar, fui passear nas margens do “nosso” rio.
Porém, a paz que me trouxe a este lugar, já não a encontro. Como gosto deste sitio tão verde. Tão teu e meu!
Na água que corre apressada, vejo a tua imagem plena de luz. Também escuto as tuas palavras que sempre me seduziram e que agora voltam, reflectidas por um eco bem distante. Aqui, as flores ainda têm o mesmo cheiro silvestre. Os pássaros ainda cantam a melodia que te fazia adormecer no meu colo. Ainda sinto aquela cumplicidade, trocada entre um beijo e um abraço, um sorriso, um olhar, uma carícia…
Achei que, aqui, seria o local ideal para te esquecer. Como me enganei!
Ainda oiço o silêncio das coisas passadas, como quando tu perguntavas com um receio que nunca entendi:
- Que horas são meu amor?
.
Albino Santos


Diálogo Poético - Colaboradores: Maria Bonfá, Ianê Mello, Albino Santos

domingo, 24 de janeiro de 2010

Uma carta ao tempo


Pintura de Salvador Dali " The persistence of memorie"


Caro tempo,

que estás sentado no alto de tua glória
perambulando séculos após séculos
terra a dentro, sem descanso
onde tuas mãos já calejadas
afagam este ser chamado eu
e a aspereza de teu toque
revela-me cada vez mais a calva
escondida em meio ao branco dos dias

nos encontramos apenas uma vez
onde me compraste teu escravo
servo de teus desejos rancorosos
e desde então em teu capacho durmo
recolhendo as migalhas que escapam
dos teus pés pequenos e atarantados
peço-te que por favor pare
e me dê um pouco de atenção


___________________


Bom, desta vez eu proponho o desafio.

Continuem esta carta com seus conceitos sobre o tempo.

____________

Quero te falar de tudo que não vivi
por tua pressa contínua em me arrastar pra longe
Em cada momento passado a ti ancorado
como escravo sem opção, sem escolha
Teria te pedido em alguns momentos
que parasses de passar
e me deixasse ficar nesse contentamento
No entanto, noutros te pediria
que voasses à outro dia
me tirando a aflição da espera
Tempo...tempo...tempo...
Quem me dera
Ter tido mais tempo do que tivera
quando contemplava as estrelas,
a calmaria do mar,
os bosques em flor
Te pediria, que sem pressa
me entregasses ao amor
e me deixasses ficar
nos braços do amado
E passas sem piedade,
sem se importar
Tempo, por favor, te peço,
me dê mais tempo para amar
Para correr atrás do tempo perdido,
gasto inultimente, seu juízo
Tempo para recuperar as perdas
Tempo para me reencontrar
Tempo...tempo...tempo...
liberte-me do meu penar.


Ianê Mello



Sim, precisas escutar-me.
Há no meu desejo,
que tu indiferente açoitas,
desconhece e ignora,
o querer ser e estar.
E em tua direção caminha
tudo aquilo que traço,
à espera do teu chegar.
.
Mas, pois, no meu tempo de
espera por ti,
Não estou eu a ti mesmo
a esperar?
Não estou eu, sempre, a te
rogar?
Escuta-me, portanto, e vem.
.
Contudo... vem
com mãos dispostas a afagar.
A plantar rosas, não somente
os espinhos.
A cantar canções, não semear
solidão.
Vem, afetuosamente vem
dá-me chance de sorrir e cantar!
.
Espera-te as minhas mãos a acenar,
Busca-te os meus olhos cansados de chorar.
Em ti está a minha esperança de alcançar
além de ti, o meu sonhar.
Refrigera-me, pois,,
ameniza o meu caminhar.

 
Lice Soares



Diálogo Poético - Colaboradores: Felipe Carriço, Ianê Mello, Lice Soares

sábado, 23 de janeiro de 2010

Por que canto?



Eu canto,
porque não quero chorar.
Não sou, como Cecília, poeta
Não sei o instante cantar
nem perpetuar.
.
Mas, eu canto,
Porque o meu canto
me ajuda a esquecer
Quão triste vive o mundo
Que não sabe mais cantar.
.
Eu canto, porque não sou alegre,
Mas, triste também não sei ficar.
Eu canto porque já passou
O meu instante de chorar.
.
Então, eu canto.
Para mim, para ti,
Eu canto,
Enquanto ainda possso cantar.


Lice Soares
..



Eu faço versos como quem chora
de desalento… de desencanto,
de nostalgia… alguma dor.
Mas, se como agora,
não há motivo nenhum de pranto,
em cada sílaba eu canto amor…
.
Também meus versos são emoção,
riso, ventura, volúpia ardente,
saudade ausente, esparsa paixão;
Deixo então no verso o meu calor,
desejo insano, sempre presente
e em cada sílaba eu canto amor…
.
Mas nos meus versos de rima louca,
há um estranho gosto que me excita.
De verso em verso a vida corre.
Mas se o destino se engana, ou se dormita,
e colhe antes do tempo uma flor,
eu sinto um acre sabor na boca
e faço versos como quem morre

em cada sílaba eu canto a dor!


Albino Santos


Profundas nossas palavras
que gotejam emoção
como se fossem lavas
de um vulcão em erupção

Viscerais e pungentes
arrancadas de nossa alma
Sentimentos tão urgentes
que necessitam de expressão
e não ponderam a calma

O papel é o veículo
para nossa exortação
O instrumento precípuo
à nossa liberação

Súplicas podem ser
e urgem serem ouvidas
a quem as quiser ler
para que sejam sentidas

Gritam eloquentemente
saltando aos olhos de quem lê
Não há de ser mansamente
que expressaremos o sofrer

Seremos por isso dementes
estando sempre a mercê
de críticas incoerentes?

Nos sabemos loucos
como bem disse Quintana
Nos importarmos pra quê?
Se nossa mente é insana,
a lucidez ... é pra poucos



Ianê Mello



Diálogo Poético - Colaboradores: Lice Soares, Albino Santos, Ianê Mello





Ah, o amor...




















O amor é inusitado
em sua forma de expressão
Às vezes exagerado,
às vezes mansidão

Nos deixa, às vezes, assim
como fossêmos lesados
parecendo estar tomados
por algo que não tem fim

Se apossa de tal forma
que nos toma por inteiro
e não existe uma norma
pra livrarmos do cativeiro

Entregar-nos é a solução
única e plausível
e vivermos a emoção
tornando tudo possível.



Ianê Mello


.
O amor é um puro acontecer
É um misto de prazer e de ciúme
É querer-te loucamente e não te ter
(o amor é feito de água e lume)

O amor não se aprende, não se ensina
É resistir à saudade sem queixume
É não saber onde começa, onde termina
(o amor é feito de água e lume)

É procurar um desejo insatisfeito
Como quem se busca e não se encontra
É sentir quebrar dentro do peito

As amarras, as regras, o costume
É ousar a coragem de ser contra
(o amor é feito de água e lume)



Albino Santos



Diálogo Poético - Colaboradores: Ianê Mello, Albino Santos

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Desafio Poético : Vamos criar a partir dessa imagem?


.


Idéia
Fonte
Natureza
Paisagem
Eis a alma do poeta,
instrumento do cantar.



Lice Soares




A mente mente 
Buscando a felicidade 
aprisiona o tempo 
condena sonhos 
e engarrafa a liberdade...




Rossana Masiero




O tempo que se escoa
como areia na ampuleta
e nele a nossa vida
desfeita em sonhos,
em nossa liberdade despedaçada
na prisão do tempo encarcerada.
E os sonhos tão sonhados
pintamos em aquarelas
em nossa mente que divaga
e em palavras nos perdemos
porque queremos ser Tudo
e naufragamos no Nada.
No vazio da ilusão
buscamos algum alento
e o que nos resta senão
mais um desapontamento.
No Tudo que nós buscamos
não vemos o essencial.
A resposta está tão perto
e percorremos mundos
só encontrando desertos.

Enquanto a procuramos fora
esquecemos de olhar pra dentro.



Ianê Mello 
 


Na ampulheta o tempo preciso
O tempo da mente é atemporal, se mente
É para satisfazer o interior daquele ser
É ilusão ou maya, mas tente enganar a mente



Mirse Maria






Diálogo Poético - Colaboradores: Lice Soares, Rossana Masiero, Mirse Maria





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Alquimia do Amor




  

O único transformador, o único alquimista que muda tudo em ouro, é o amor. O único antídoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, é o amor.

Anais Nin



 Vamos dialogar sobre o amor, refletindo sobre o pensamento de Anais Nin.




Quero falar  de amor
mas do amor que une os seres
O amor cósmico e universal
O amor fraterno e puro
O amor que transcende as barreiras
que transpõe muros
que derruba solidões
O amor que protege e revigora
O amor que brilha no olhar que chora
O amor que transparece no instante do sorrir
Falo do amor maior
Falo do amor humano
entre os humanos e entre os seres
Todos os seres existentes na face da terra
e além, muito além dela...
pois há muita vida além do que a nossa visão alcança
Falo do amor que ilumina o caminho
que aponta a direção
Do amor que move moinhos
Do amor que brota do coração dos homens
Do amor que eterniza a paz
Do amor que ameniza a dor
Do amor que nos faz sonhar
Sonhar com um mundo de paz
Sonhar com um mundo igualitário
Sonhar que não existem fronteiras
nem limite, nem barreiras
Sonhar que só existe o AMAR.

 
Ianê Mello


Ao Amor...

 
amor profundo
eterno amor sem fim
fazemos andar o mundo
amor é vida!! é sim..

 

Braulio Pereira



Diálogo poético - Colaboradores: Ianê Mello,   Braulio Pereira

Camille Claudel - Sakountala




No ano de 2008 escrevi uma série de poesias após a leitura da Biografia de Camille Claudel cada uma delas tinha como título uma escultura de Camille Claudel. Esta é Sakountala, que Camille teceu inspirada pela obra do poeta Kalidassa.
.
.
SAKOUNTALA

Well, well.
I had my way.
I trusted a king
And put myself in his hands.
He had a honey face and a heart stone
(She covers her face with her dress and weeps)
- Kalidassa –



Cinzel de prata esculpindo pés.
Cada fagulha vermelha
um fio de seus cabelos.
.



Cinzel de prata treme
acende astros
de um azul escuro
em meu olhar algodão.
.


Rodin!
Rodin!
.
Tantos pés teci
em mármore angustiado
-trilha de pés moldados-
.
esquerdo / direito
esquerdo / direito
esquerdo / direito
.
Tantos pés
emprestei-te
para ter-te assim:
.
ajoelhado.

Enlaçado
Abismado
Abandonado!
.
Augusto espectro
de fogo
onde queima
a aurora.
.
Sei!
Tudo isto
é mármore!...
.


Antes
foi carne
vermelho abandono
amor petrificado.
.
Antes do fim
às margens
do Rio Loire
nossa carne carmim
foi mármore.


Poesia da série - Para Camille, com uma flor de pedra.



É mal [é mau] estar nas mãos de alguém:
feiticeiro, rei ou animal. Acorde de
tua ebriedade, Camille.


[Camille! Acorde! Acorde!].


O passo mal pisado: a terra freme.
Direito /esquerdo/ direito/esquerdo:
passo de bailarina em seu
desmanche.


[Que dor, que dor!]


Algodões queimados, crestada a
pele.


[Por dentro].


Não é de pedra o coração
que anseia ou se lamenta.


[Ou teme].


E teu amor é tão somente
homem.



Marcelo Novaes




Camille, Camille, és mulher...

Acorda do teu sono tão profundo.
Para além dos olhos do amado
existe um vasto mundo
a ser por ti desvendado.

Levanta-te, mulher, 
abras teus olhos e vejas
e tudo o que desejas
poderá estar à teus pés!

Esqueças o amor petrificado,
em mármore frio eternizado
e vivas em ti o amor encarnado
na figura de um homem real.

De carne e osso, humanizado.
Amor , sem artifícios, natural.

Ianê Mello
 



Diálogo Poético - Colaboradores: Barbara Lia, Marcelo Novaes, Ianê Mello




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