Na Caverna do Tempo
vias congestionadas
por pessoas esquecidas
em busca do equilíbrio
ora ausente
Um desconhecido espreita
janelas trancadas
sonhos perdidos
ainda que protegidos
por olhos de Sol iluminado
Até quando mais terei de esperar para nascer?
Lou Albergaria
constrangida em minhas raízes
cindo meu ventre entre dois olhos
o tempo me ronda
com suas telas anônimas
ergo-me
todos nós conhecemos
o precipício.
Luciana Marinho
Vida e Morte
Com o nome de Vida,
secou as feridas.
Com passos de veludo,
iluminou o meu tudo.
No verbo colorido
estava uma saída...
Sou cego, surdo e mudo;
mas sóbrio no estudo.
Canto a senda sofrida
num tom colorido...
A morte vem...
Contudo, com a alma desnuda
Tento a chave da saída...
Virá nova vida,
perco-me nos estudos:
— Dama de veludo.
Machado de Carlos
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1447956
Diálogo Poético - Colaboradores: Lou Albergaria, Luciana Marinho, Machado de Carlos.