O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Diálogo Poético

Deixo aqui uma linda pintura de Diego Rivera ( companheiro de Fridha Kalo) para que façamos nosso diálogo.


















Na Caverna do Tempo
vias congestionadas
por pessoas esquecidas
em busca do equilíbrio
ora ausente
Um desconhecido espreita
janelas trancadas
sonhos perdidos
ainda que protegidos
por olhos de Sol iluminado
Até quando mais terei de esperar para nascer?

Lou Albergaria


constrangida em minhas raízes

cindo meu ventre entre dois olhos

o tempo me ronda

com suas telas anônimas

ergo-me

todos nós conhecemos

o precipício.

Luciana Marinho



Vida e Morte

Com o nome de Vida,
secou as feridas.
Com passos de veludo,
iluminou o meu tudo.

No verbo colorido
estava uma saída...
Sou cego, surdo e mudo;
mas sóbrio no estudo.

Canto a senda sofrida
num tom colorido...
A morte vem...
Contudo, com a alma desnuda


Tento a chave da saída...
Virá nova vida,
perco-me nos estudos:


— Dama de veludo.

Machado de Carlos

Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1447956





Diálogo Poético - Colaboradores: Lou Albergaria, Luciana Marinho, Machado de Carlos.







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