O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




sábado, 10 de julho de 2010

A MENINA DAS TRANCINHAS


Este poema foi inspirado por uma menina de no máximo três anos que passou por mim, à hora do almoço, de um desses dias qualquer, em uma rua próxima ao meu trabalho, na região central de Belo Horizonte. O poema escorreu de mim imediatamente ao vislumbrar suas encantadoras trancinhas e seu jeitinho de andar com uma das mãos segurando a cinturinha...


Menininha,

troca uma trancinha por um verso?


- É claro que não, poetinha louca!


Minha trancinha é de verdade

guardada pela inocência

protegida pela esperança,

enquanto seu verso é de mentira

carrega muito mais passado que futuro

até o nunca que jamais aconteceu.

Ele vive na realidade do sonho

naquilo que quase ninguém quer mais
imaginar, nem saber.


Eu não imagino Nada pois eu vivo tudo.


Meu passado de tão pequeno

é mais leve que uma pluma.

E futuro na minha idade

também não pesa

pois nem sequer me pertence.


Não possuir concede liberdade

de Ser, Estar e Existir.


Você, poetinha, está condenada

por seus versos

a viver entre vários Mundos.


Por isso, não se encontra em nenhum deles.


Eu, ao contrário, só tenho a infância como Mundo

Encontro, então, abrigo

aconchego, ternura.


Eu posso tudo!


Só preciso brincar de acreditar

No que você não consegue mais...


É isso que dá querer Saber Tudo!


Aprende, poetinha, com essa menina que hoje te usa:


A gente só deve saber o suficiente

que não nos deixe perder a Fé.


Lou Albergaria

NUDEZ HIPOCRISIA INSANIDADE


A Nudez da Insanidade
de quem não tolera
coisas mornas
A paixão fulmina
enlouquece derrama
transborda...

Ser louco não é para qualquer um!

Somente para os que se permitem
sair da rota previsível
do normal do comum
órbita elíptica
tempo marcado
talhado
relógio de ponto
açoite da libido
a morte do feto da transcendência
ainda em gestação.

Sua desfeita só ilumina
Meu Novo Aeon...

Lou Albergaria

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um Corpo de Mulher/ Nudez






Tua tez clara , alva como a neve
faz imaginar ao toque  maciez sem par
Seu corpo desnudo, insinuando suas formas
A mão nos cabelos vermelhos como fogo
Figura de mulher que prende o olhar


Mulher que sou admiro essa beleza
embora não a nível do desejo
Imagino um homem a observá-la
e minha imaginação dá voltas
Posso sentir o cheiro do amor no ar
... Ah.... como desejo ser amada assim.



Ianê Mello
NUDEZ



Há uma nudez
que assombra…
e, no ópio dos meus olhos,...
há castanhos delírios,
insanos desejos
ocultos na retina…

Há a nudez
que fulmina!
Tinge de vermelho o meu peito
e circula exultante no fluxo do sangue…

Há a nudez que ilumina…
quando chegas, dissolvem-se as trevas.
Os sonhos tecem luz!

Albino Santos


(Do meu livro "A Evocação do teu nome)
Diálogo Poético - Colaboradores: Ianê Mello, Albino Santos

Nesse teu olhar.


Não ouso
Sonhar
Com o fim de todas as coisas.
Limito-me
A contemplar!
O belo
Que existe nesse teu olhar.


Bravo

quinta-feira, 8 de julho de 2010

À Procura de mim




Não pense Que Estou louca
Coisas inúteis Se quebrar ,
Se Rasgar um Minha roupa ,
Se sorrir de Coisas fúteis .

Não pense Que Perdi a coragem
Se não Meu quarto me trancar ,
Partindo em Viagem longa ,
A sete chaves me Guardar .

Não pense Que Estou sem FIM
Se Para a compreender dor
Me fechar Dentro de MIM ,
Para Aprender sem Sofrer
Que HÁ Vida mesmo assim .

Não pense Que Estou perdida
Se LeVar Minha Vida uma ESMO ,
Como sem Esperanças Quem
Assim vive Para Si Mesmo .

Não pense Que me Isolo
Para Nunca Mais Voltar,
Pois se Sozinha Hoje choro
É Querer Por me abençoar .


Iane Mello



Procuro -me ao Espelho . E o Que descubro então
E Um desencontro de MIM Mesmo , Uma Fusão

Do que Não sei com o Que Não vi. Não vi o Alerta
Dessa bolha em Meu peito . Somente o poeta

Socratizou SUAS Emoções , e eu vivia o Que
Recusou -me deus um. Minha Condição Não tinha

A condição de ágora : era sincero borbulhar UM
De Sensações e de ânsias . Mas o Desespero

Sobrepôs - SE AO Passado . E o deus do tempo assina
O veredicto Meu Sangue e com desatino .




RODRIGO DELLA Santina
***

Deito-me em teu divã
para esquecer
quem nunca fui.
Lou Albergara


Diálogos Poéticos - Colaboradores : Iane Mello, Rodrigo Della Santina , Lou Albergaria
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