O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




sábado, 11 de setembro de 2010

SER




Estanho
Esteio
estranho
esquecido
Espaço
enlaço
estremeço ....


Iane Mello



Estremece
enlaçada não Espaço
esquecido , nao estranho
fazer Esteio, estanho
Braço do amor .
Enfim ...

Ser

João Miguel Alves



Estanho
O Ser
que me estranha
as entranhas
o querer ser amado
enlaçado
envolto abraço
assanha
arranha carne, pele
Seus lábios
a manjedoura
que me espera
expele
o gérmen do amor
que te guardo
intocado
nesse tempo etéreo...



Lou Albergaria


Diálogo Poético : Iane Mello , João Miguel Alves, Lou Albergaria

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ao sabor dos Ventos











Vida insana
insensata vida
Vida que emana
odores , suores , desamores
que despe 
que proclama
falsas liberdades

Ser, estar ...
nesse ínfimo de segundo
Abraçar a grandeza desse mundo
para perdê-lo num olhar fugaz

Da face lívida lágrimas escorrem
do sorriso franco o pranto se faz
o doce  amargo se torna
e o que resta é pura invenção
é Maia ... é ilusão



Sentir-se especial
nos torna especiais
mas por um momento, 
momento, por vezes, tão  fugaz

A vida é sempre uma revelação
a próxima página do livro
pode modificar toda a estória
e nós marionetes  nos sentimos
dessas manobras e caprichos
dessas sutilezas e nuances....
luzes e sombras

Caprichos da vida
que nos arrasta por caminhos
nem sempre por nós escolhidos
e nos perdemos nos descaminhos
arrastados que somos ao sabor das tempestades
esperando o dia final da bonança. 




Iane Mello 



Rosa dos Ventos
Vira- me AO avesso
Torna -me o Eu do começo
a História Ainda sem enredo
Só encantamento
Pura Inocência
um Sopro, um alento
Promessa de Vida no ar ...


Lou Albergaria 



Diálogos Poéticos - Colaboradores: Ianê Mello, Lou Albergaria

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Diamante Bruto






Acalmando a febre que devora
Calando a boca por um doce beijo
Sigo errante vida afora
Em busca do sonho que desejo



Pedras encontro em meu caminhar
Flores eu colho, reconheço espinhos
Tudo na vida vale amar
Semeando a beleza, mesmo que sozinhos



Hoje plantar a semente
Para amanhã colher o fruto
A vida é, para quem sente,
Como lapidar um diamante bruto



Ianê Mello
                                                                  





Pedras Preciosas


— Uma ametista oriunda do céu,
reluz, tal qual o reflexo do mar;
trouxe-me paz! Pus-me a sonhar...
... E na alvorada, comecei cantar!


A safira reflete o azul do céu,
cintilante transporta-se para o mar;
um azul que me dá asas pra voar...
... mergulho n´alma... - uma emoção sem par!


Esmeralda, doce verde de Deus;
Incrível!... — teu brilho me prendeu...
Morro em todos os seus flancos.


Brilhante! — A rainha com sua plumagem
fascinam meus olhos, - uma miragem -,
vejo a princesa nua com asas de Anjo!...

Machado de Carlos


Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1165552

O SOMBRERO


Dispo-Me
desta tua Pele
que Me arruína
Faz o indulgente
indigente
A Morte anuncia
Promessa de Vida não Cumprida
A Fantasia se rasga
em Milhões de rodopios
Cadafalso
esmaga o Verso
Morre de Asfixia
Hoje não te Mereço
Entrego-te sem colocar preço
O Delírio
tornou-se por demais Sombrio
Restou-me pouco Sol
para o largo Sombrero.


Lou Albergaria



Escondi os olhos, mas não o corpo.
Provoco-te o corpo, mas não deixo que me vejas a alma.
Se te desprezo, se te odeio....
terás que me tirar o Sombrero e olhar-me na alma....
A pergunta é simples, é banal, pode ser mesmo um cliché:
saberá a tua alma reconhecer a minha???
 
 
 
Marta
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