Vento que passa
Na falsa penumbra
Um olhar
Que espreita
Na noite soturna.
Uma gota de água
Que desliza sozinha
Numa imensidão
De águas profundas.
Solta-se o canto
Abre-se o sol
Liberta-se a luz.
Na ave
Que transporta a luz
O espírito renasce.
Cuidado
A todos aqueles
Que quebram os elos
Com o amor.
Bravo
O amor...
Que une
Que conforta
Que abriga
Amor que engrandece a alma
Que cura a ferida
Amor que nos deixa puros
Que nos traz a calma
Amor que cria laços
Que ilumina pontos escuros
Amor que se dá em abraços
Amor que transpõe os muros
Elo que une os seres
e nunca deve ser rompido
Acalentando viveres
Trazendo à vida o sentido
Ianê Mello
Que Luz!
Tu és estrela de luz, cadente...
Refazes a alma, astro, com teu canto;
Encontrei-te nos céus, na hora santa.
— Zeus, abençoa minha estrela cadente!...
— Ei astro, como clareias minha mente!
Quero sentir o teu céu, o teu manto;
Uma estrela, um caminho, hora santa;
Assim, astro, vai vida, tão somente...
Teu céu, teu mar... eis meu suave mundo...
O meu ser segue teu rumo, profundo;
Reitero, astro: — És a real felicidade!
Zeus? Deus? Sei lá qual é o teu mito;
Enfim, vagueio no teu céu... no infinito!...
!... estrela... céu... nossa eternidade!...
Machado de Carlos
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1418690
"O amor e o vento
O amar e o tempo
Relógios e sentimentos.
A vida refém do tempo
O amor supera o momento
É barco que vai com o vento
Nos mares do sentimento".
Jairo Cerqueira
Diálogo Poético - Colaboradores: Bravo(desenho e poema), Machado de Carlos , Ianê Mello, Jairo Cerquiera