Tema do diálogo:
desenhos da natureza
O céu é de tão alto para muito mais
O sol é de tão intenso para mais luz
O céu gasta vãos com aviões e fumaça
O sol brinca de apagando-e-acendendo
O céu apanhou todos os azuis para ser
O sol engoliu luminárias e ficou aceso
O céu é pai das nuvens e das distâncias
O sol alimenta as manhãs e as estradas
O céu tem as paredes e os corredores
O sol está no abajur em cima do alto
O céu vai a todo lugar sem mexer o pé
O sol aquece tudo cá sem adormecer
O céu sobrevoa os desenhos do mundo
O sol vai mais baixo para pintar os dias
O céu gasta todo tempo sendo um vazio
O sol junta tudo e transforma em cores
O céu é de subir cada vez mais assim
O sol é de descer para encontrar chão
O céu tem tanta idade que nunca anda
O sol só vale o tempo de sua claridade
O céu não faz por esperar que aconteça
O sol descreve compromissos e horários
O céu é um arco por cima das cabeças
O sol é um fogo por dentro de tudo
O céu só há por haver sol
O sol por vagar nesse céu
O céu vai mais fora que as estrelas
O sol vem mais dentro que as células
Céu que por fora corpo
Sol que por dentro alma
Ricardo Fabião
Febo, após a Aurora, mancha o céu de um
[amarelo-ouro.
Passa orgulhoso, queixo erguido, peito austero,
Como um escudo espartano.
Embaixo, na terra dos prometeus,
Uma criança humana brinca,
Feliz de sua mortalidade.
RODRIGO DELLA SANTINA
E senhor do 'ceu' sucesso
O Sol, galopante e soberano
Contemplando as regiões cerúleas
Segue em busca das montanhas
Para anunciar que está perto
O chegar das estrelas.
Jairo de Salinas
Sonha-se com o céu....
Inveja-se a tranquilidade do azul,
com que podemos escrever o nosso nome...
Marta
Deito-me
Nas nuvens brancas
Que acariciam o sol
E deixo-me levar
Em rodopios de azul.
Lá em baixo
Deixo a escuridão.
Bravo
Diálogo Poético - Colaboradores: Ricardo Fabião, Rodrigo Della Santina, Jairo de Salinas, Marta, Bravo