O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Poemas a duas mãos

by Escher

Brancas trevas

O pincel me obscurece a mão
E a pena canta-me essa sombra,
Como canta o poeta sem a Musa.
Mas a pena não é a solução,
Nem o poeta,
Nem o seu pranto.

A solução é a dor,
A perene,
A santa,
A que esquenta as mãos frias
No fogo escuro do meu peito
E faz do meu pranto um milagre.

(Fabiana Alves e Rodrigo Della Santina)


O canto do pássaro

O pássaro, muito esperado, sussurra para o poeta
                                                                                impenetrável
A vida tormentosa, e indefinivelmente canta a espada
                                                                                   indissolúvel.

(Fabiana Alves e Rodrigo Della Santina)


Os três elementos


A valentia substancial aborrece a alienação admirável;
O ritual, rasgado, ratifica o vaso rústico;
E o boneco brilhante brinca nos bosques bizarros.

(Fabiana Alves e Rodrigo Della Santina)

FABIANA ALVES e RODRIGO DELLA SANTINA
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