O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Reconstrução

Pintura de Van Gogh


Eu quero alcançar essa brisa
lenta, leve, quase precisa,
a circundar a imensidão
de folhas caídas,
derrubadas pelo último vendaval.

Eu quero ultrapassar os limites
de um tempo intranquilo
que, feito gangorra, movimenta-se,
a rodear os encontros possíveis,
a circundar a esperança, pelo ar.

Eu quero alcançar a chuva macia
que vem, lenta vem,
a balançar o varal,
e ver, como bandeiras da Paz,
as vestes brancas, serenas, agitarem-se,
no coração desse vendaval.

Eu quero ser o sorriso
daquela lágrima ardente,
a espalhar sementes,
nos campos áridos, carentes
de Amor e de Paz!

UM FELIZ NATAL A TODOS!

                        (Otelice Soares)

                     

sábado, 28 de agosto de 2010

Por que voam as aves?




Por que voam as aves?
Por que é o seu desejo de vida voar, se têm na terra, fruto e pouso?
Por quê?
Porque a liberdade, sempre, as chama,
Porque a liberdade as convoca a mirar o alvo, na rota do infinito e a buscar voo livre.
Porque são livres.
Porque não se encadeiam entre leis absurdas e ditos hipócritas, são livres.
Só o homem cria cadeias e, com elas, se aprisionam
, na própria liberdade.
E, quando pensam em voar, descobrem a morada da manhã, mas não a podem visitar, porque...
NÃO SÃO AVES!


Otelice Soares



Não sei porque voam as aves...



Sei que gostaria de voar com elas,


sair daqui e sentir a carícia do Vento.


Sei que nunca me sentiria só, porque estaria livre....


E, quem sabe, talvez descobrisse o maior segredo do céu: o porquê de ser azul....



Sandra







pássaros somos

nascemos livres

presos

 fenecemos de triteza



Ianê Mello


domingo, 11 de julho de 2010

Cadê?



Viste, por aí, passar um canto?
Saiu daqui apressado,
Cruzou a porta alongado,
Dizendo buscar o mar.

Alguém viu, por aí, um canto
Magnânimo, embevecido,
Cheio de encantos coloridos,
Lançando flores, colhendo sorrisos?

Quem viu o canto encantado,
Amigo das almas, acalento dos prantos,
De mãos macias e doce cantar
Que vive buscando corações afagar?

Tragam-me, aqui, este canto bordado,
Em flores guardado,
Em rochas incrustado,
Buscado, rasgado,
Nos corações dos poetas.


Otelice Soares





quinta-feira, 1 de julho de 2010

Respondei-me Vós


Pensar ou sentir - que direis vós ao poeta?
Pensar ou sentir - o que cabe ao poeta?



Otelice Soares


As linhas traçadas pelas mãos do poeta
segue o caminho do sentir
Embora possa a razão por vezes interferir
O poeta expressa sua sensibilidade,
 suas dores, seus amores
em versos de profunda paixão
e neles se entrega a mais pura emoção.


Ianê Mello





Diálogo Poético - Colaboradores: Otelice Soares, Ianê Mello


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