O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Verdadeiramente Nua


 

Escrevo como quem sangra
as dores de um sofrido coração
Não tenho cartas na manga
sou toda e pura emoção

Não sei fingir, nem mentir
palavras que não sinto
Tudo que posso é sentir
e prosseguir existindo

Se a dor é por demais profunda
encontro em mim  mesma a cura
Nesse meu querer, fecunda
a mais perfeita brandura

Amar posso com certeza
Tanto tenho de amor em mim!
Mas não existe grandeza
em terminar só, no fim

Quisera pudessse encontrar
amor semelhante ao meu
e as feridas cicatrizar
de um amor que já morreu.


Ianê Mello


O Olhar Oculta

Ela não é mais a minha noite;
A taça de café não é a mesma;
Mergulho no vinho da madrugada...
Não existe mais aquela voz rouca!

Não haverá o sexo sem poesia;
A voz do telefone não existe.
Ela é virtual. O amor é virtual...
Ela se foi como o vinho da noite!...

Bebi a coca-cola... Um doce virtual...
Hoje perdi o sexo da madrugada!...
A poesia e o amor estão na minha cama...

Ela surgiu com voz de cristal...
O telefone sem ela é nada!
A voz triste está naquela taça!...


Machado de Carlos

Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2161004

Um Olhar!

Soou o eco total
no infinito!...
Relíquias de esmeraldas
a amar!
Ouvi o verde do mar...
mais bonito!
... e o rouxinol
voltou a cantar!...

Machado de Carlos

Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2258047



Fico imóvel....
À espera....
Que o sangue estanque...
A dor desapareça no nevoeiro...
Esse nevoeiro que hoje me impede de ver o Mar...
Se o visse, talvez esquecesse que te amei...
Mas que ainda o posso continuar a amar...
O Mar.....



Marta



Diálogo Poético - Colaboradores: Ianê Mello( imagem e poema)
Machado de Carlos - (Soneto), Marta( poemeto)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Solidão



















Machado de Carlos







Entre o vinho e a espada existe o sangue
que pode ser derramado por justa causa,
talvez numa mesa de bar, numa briga entre ébrios,
como uma mera defesa... matar ou morrer
ou pela das mais injustas
num duelo de egos que se contrapõe,
por uma disputa vã, por uma febre terçã
O homem e sua febre de poder, de querer dominar
Mata e morre... sem pestanejar
A vida perde o sentido
quando o que vale é o título
reservado pela arrogância
de quem  se sente menor
É sangue no balcão do bar
ou a taça de vinho derramada?
A morte está à espreita
e a vida é pra ser cuidada
Afaste a espada das mãos,
a vida vale mais que isso,
que essa disputa insana
pra ver quem tem o ego maior
O que importa o ego, afinal,
no fim de tudo viramos pó!.

Ianê Mello





Diálogo Poético - Colaboradores: Machado de Carlos , Ianê Mello


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cálice de Fel





Diálogo Poético - Colaboradores: Machado de Carlos

Nossa Soma




Eu e você
separados somos dois
Quando juntos
um só formamos
Em nossos corpos entrelaçados
Em nossas bocas unidas num beijo
Onde matamos nossa sede
Onde nos embebedamos
no cálice sagrado da paixão
Um só corpo, uma só alma
Pelo amor transmutados
no melhor de cada um
na energia que transforma
e renova nosso ser.

Ianê Mello
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