O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




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sexta-feira, 25 de março de 2011

Diz-me quem eu sou


Hoje, apeteceu-me
Falar contigo
E de ti.
Hoje
Só quero olhar as estrelas,
Dormir ao relento
Da minha pele,
Desnudar-me
Do nada que sou
E voar!...
Voar como o condor
Em rodopios de azul
Perdido no vento que passa.
Voar…
Voar como quem voa
De paixão, embriagado.
Quero ser
Sol, lua e terra
Quero ser primavera
Flor na tua janela.
Hoje, apeteceu-me
Não ser eu
Quero ser
O outro, aquele, mais alguém
Quero ser todos e ninguém.
Quero ser
Ar, pó e nada
E voltar numa alvorada.
Hoje quero, somente,
Que me digas
Quem eu sou.


Bravo



Asas ecoam ao vento
Semente e flor
Pétalas bailam
Delírio infante
A canção do Condor.

Dos lábios, sou o riso
Da lágrima, a fonte
Sentimento diluído
No sabor do encanto.

Quem eu sou
Ainda flutua
Em placenta
E sonhos...
Lembranças de amor.

Lou Albergaria
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