O Equilíbrio da Vida (TAO)


O excesso de luz cega a vista.


O excesso de som ensurdece o ouvido.

Condimentos em demais estragam o gosto.

O ímpeto das paixões perturba o coração.

A cobiça do impossível destrói a ética.

Por isso, o sábio em sua alma

Determina a medida de cada coisa.

Todas as coisas visíveis lhe são apenas

Setas que apontam para o Invisível.



(Tao-Te King, Lao-Tsé)




sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TEMPO ADORMECIDO



Guarda teu sorriso no tempo da espera
fruto adocicado em plena estação
Guarda tua palavra na placidez do tempo
amanhecida flor que se abre em botão

Guarda teu amor no peito adormecido
aquecido no fogo fátuo da ilusão
Guarda teu abraço na ternura antiga
agasalhado na esperança que não finda

Guarda-te por fim inteira e intacta
que o tempo não espera e não perdoa
nas horas mornas em que passas debruçada a janela
enquanto a vida lá fora lhe convida a dançar

In Tessituras e Tramas , Editora Verve, 2013
Ianê Mello.


Quem se interessar em adquirir um exemplar basta acessar o link:
http://www.livrariareliquia.com.br/tessituras-e-tramas.html

terça-feira, 24 de setembro de 2013

As flores de meu bem.

a cloud hanging over me
branches smile
Finally!
the post reflects on osmosis
particularly every leaf falls
saddened with your order
the drain runs fresh water
one day served.
monosyllabic garden
seems to be at its end
land birds in the garden

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Se eu fosse madrugada

Se eu fosse madrugada! Talvez Se eu fosse madrugada Fosse orvalho Chuva Ou geada! Talvez Tivesse namorada Envolta em lençóis de cetim Descansando de uma alvorada Da noite Que ficou em mim! Talvez Fosse sol nascente Luz que se põe a poente Filho de boa gente Que nunca deixou de sonhar! Talvez Fosse mar Maresia Nevoeiro Sal De lágrimas de marinheiro! Talvez Fosse horizonte Estrela Bússola Guia Sextante Memória de elefante Um porto de abrigo A quem se perdeu Em tempo de se encontrar! Talvez... Talvez Eu fosse Só madrugada! Bravo

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

No olhar há qualquer desafio



No olhar há qualquer desafio
               há qualquer paixão
Agreste
Molhada
Original

Eu aceito o embate.

Penetro
Na arena confiante e rápido
Com força
Meu primeiro golpe

Sou impiedoso.

No olhar há uma leveza intensa
            Faço da origem minha divindade

RODRIGO DELLA SANTINA

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Amarelo



Não se morre distintamente
Perde-se uma singularidade
Jogada na terra, avara do amor
Junto aos detritos

RODRIGO DELLA SANTINA
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